Em julho, contratações de profissionais com Ensino Superior aumentaram em SP

Segundo pesquisa da SERT, foram disponibilizadas 2.352 vagas para profissionais com este grau de escolaridade

SÃO PAULO – Em julho, foram contratados 2.352 profissionais com o Ensino Superior no estado de São Paulo.

No geral, para trabalhadores com e sem Ensino Superior, o estado de São Paulo abriu 52.811 postos de trabalho formais em julho deste ano, de acordo com o “Observatório do Emprego e do Trabalho”, divulgado pela SERT (Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho).

Segundo o professor da Fipe/USP (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo), Hélio Zylberstanj, em julho do ano passado, o saldo de emprego foi de 64.065 vagas, número maior do que o registrado em julho deste ano (52.811). “Estamos criando hoje 82% do que gerávamos há um ano”, destaca.

Salários

A pesquisa constatou ainda que, em julho, o salário médio dos profissionais admitidos no estado de São Paulo foi de R$ 873. Porém, para algumas profissões foram registradas remunerações mais altas, como as dos gerentes de comercialização, marketing e comunicação (R$ 3.286).

Os médicos, por sua vez, tiveram uma média salarial de R$ 3.264, no mesmo período de análise, e os gerentes administrativos, financeiro e de riscos receberam, em média, R$ 3.119.

Apesar de terem as melhores médias salariais, na comparação com o mês anterior, a média salarial de admissão desses profissionais registraram recuo. Os médicos tiveram a maior diminuição média de remuneração (-12%). Já os gerentes administrativos, financeiros e de risco registraram recuo de 2,4% e os gerentes de comercialização, marketing e comunicação registraram -1,3%.

Emprego por regiões

Na análise por regiões, a Grande São Paulo foi a que mais empregou em julho, com a abertura de 20.094 vagas.

Em seguida, surge Campinas com a disponibilização de 11.571 postos de trabalho. A região central de Araraquara/São Carlos empregou 7.283 pessoas e Barretos 6.838.

Desemprego

Por outro lado, em julho, foi registrada perda de emprego em alguns setores. A Educação, por exemplo, foi o que mais demitiu (-1.549).

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Em seguida, aparecem as áreas de Informação e Comunicação (-697), Indústria da Transformação (-516) e Administração Pública, Defesa e Seguridade Social (-71).