Em alguns cargos, há incidência alta de demissões voluntárias. Veja os motivos

"As mudanças sempre estão atreladas ao aquecimento do mercado", garante consultora da Case Consulting

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SÃO PAULO – A pesquisa “A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros”, referente a 2007 e realizada pela Catho, indica que, no geral, sem especificar posições dentro de uma organização, 29,85% dos executivos foram contratados para preencher a vaga de alguém que pediu demissão.

Considerando-se o preenchimento desses postos, destacam-se os professores universitários (41,10%), os estagiários (39,88%), os cargos operacionais (42,28%) e os administrativos (42,72%). O fato denota incidência mais alta de desligamentos voluntários nesses cargos.

Motivações

De acordo com o estudo, os cargos operacionais, administrativos e de estágio são caracterizados por salários mais baixos, alta rotatividade e índices elevados de insatisfação no trabalho.

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Entretanto, a consultora de recursos humanos da Case Consulting, Luisa Alves, não acredita que a insatisfação seja o verdadeiro motivo dessas demissões voluntárias. “A demanda nessas áreas está muito grande. Mediante uma proposta melhor de emprego, professores, por exemplo, não hesitam. Eles mudam de emprego.”

Aquecimento do mercado

No caso dos cargos operacionais e administrativos, além de os salários serem mais baixos, o mercado anda oferecendo muitas vagas, segundo ela. “As mudanças sempre estão atreladas ao aquecimento do mercado”, garante.

“Esses profissionais não pensam muito antes de mudar de emprego mesmo. Para os estagiários, o motivo é pontual. Eles estão em fase de experimentar. É importante que conheçam quantos segmentos e quantas empresas puderem. Então, sempre existiu essa alta rotatividade evidenciada na pesquisa.”

Para ela, mesmo nos cargos operacionais, as pessoas ainda estão em fase de solidificar a carreira. “Elas desejam passar por várias experiências que, certamente, farão diferença lá na frente.”