Em 5 minutos: Previdência vai reduzir tempo de emissão do auxílio-doença em 2006

Mudanças nos sistemas devem diminuir custos da Previdência e aumentar a eficiência do atendimento

SÃO PAULO – O requerimento do auxílio-doença nas Agências da Previdência Social leva em média 40 minutos de atendimento. Mas, a expectativa é que este período seja reduzido para cerca de 5 minutos a partir de 2006. Isso porque o sistema de dados da Previdência está passando por alterações, segundo explica o coordenador do Programa de Implantação do Novo Modelo de Gestão da Previdência (PINMG), Alan do Nascimento Santos.

Melhor atendimento

Segundo o coordenador, esta redução terá um impacto positivo no atendimento aos beneficiários e deverá ocorrer ainda no primeiro semestre do ano que vem, sendo concluída em 2007.
Santos explica que os seis sistemas independentes de dados, utilizados atualmente, vão migrar para um mesmo servidor. Desta forma, o funcionário responsável pelo atendimento não precisará acessar pelo menos dois bancos de dados para verificar informações cadastrais do beneficiário, o que tornará as consultas mais rápidas.

O tempo mais curto de atendimento será estendido a todos os benefícios da Previdência em outras etapas. A operação começou pelo auxílio-doença porque ele representa uma das maiores demandas das agências, segundo o coordenador.
Mensalmente são solicitados cerca de 450 mil benefícios no País e os auxílios-doença representam aproximadamente 250 mil deles.

Custos mais baixos

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As mudanças nos sistemas vão diminuir também os custos para a instituição. Para a concessão de benefícios (análise e reconhecimento de direito ao auxílio) são utilizadas cerca de 80.356 horas/homem.
Com as modificações, esta relação deve passar para 18.758 horas/homem, o que representa uma economia equivalente ao trabalho de 513 servidores. “Isso equivale a um custo mensal de R$ 770 mil”, diz Alan.

Outra redução de custos deverá acontecer no valor pago pelos benefícios, na ordem de R$ 150 milhões mensais. Atualmente ocorrem muitos atrasos na concessão do auxílio-doença, o que aumenta o tempo do benefício além da necessidade.
Com a agilidade maior das novas bases de dados, a duração média do auxílio-doença deve ficar mais coerente com o problema do requerente e reduzir em cerca de um mês e meio. A média atual de duração é de oito meses.

Outro impacto na redução de despesas diz respeito aos custos físicos dos processos. Cada requerimento de auxílio-doença gera um documento com cerca de 12 folhas de papel. Ao considerar o número por 250 mil requerimentos ao mês, a unificação e digitalização dos dados representará uma economia de R$ 1,1 milhão a cada trinta dias com papel e tinta, sem contar os custos relacionados a armazenagem e gerenciamento dos processos. As informações são da agência de notícias da Previdência Social.