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Ele lavava ternos de executivos; hoje ensina como ter sucesso na crise

Giulianno Perri, sócio fundador e diretor da GP30 Investimentos, fala em livro sobre passagem pela XP, pela Credit Suisse Hedging Griffo e outros pontos da carreira

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SÃO PAULO – “Aos 17 anos eu trabalhava atrás do balcão da lavanderia dos meus pais, lavando ternos de executivos”, conta Giulianno Perri, empresário e hoje sócio fundador e diretor da gp30 Investimento, com uma vasta carreira corporativa. “Foi lá que um desses executivos me ofereceu meu primeiro estágio”.

Vinte e cinco anos depois, Giulianno resolveu dividir sua trajetória. “Sempre tive vontade de dar para os jovens o modelo de desenvolvimento que eu tive”, explica o empreendedor, que lançará o livro Pra Cima Deles! #Tamojunto no dia 17 deste mês, em evento na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi a partir das 19h. “Comecei a contar muito essa história em palestras em faculdade, mas achei que um livro seria uma boa forma de contar isso em massa”, explica.

No livro, ele retoma toda a trajetória de carreira, desde o Banco Francês CCF Brasil, onde ficou por 7 anos na mesa de câmbio. “Tive crise de pânico lá dentro e precisei sair da empresa, o que na época pensei que era um passo para trás”. Posteriormente, ele chegou a ser sócio minoritário da Credit Suisse Hedging Griffo e da XP Investimentos, onde participou da estruturação da área comercial.

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Maior conselho e um equívoco

Essa trajetória foi possível graças a um conceito chave: posicionamento. “O que eu mais gosto de passar para frente é que na crise sempre existe uma grande oportunidade. O importante é estar bem posicionado nas retomadas para gerar uma história de valor”, comenta. “O melhor formato para qualquer carreira é estar bem posicionado para agir durante altos e baixos, principalmente em um lugar como o Brasil”.

Para chegar onde chegou, Giulianno também precisou passar por obstáculos e cometeu equívocos. “Acho que meu maior erro eu cometi na Hedging Griffo. Estava no auge da carreira, aos 35 anos, e pilotávamos um jumbo. Com a ânsia de fechar negócios sem parar acabamos deixando de prestar atenção nas mudanças das regras da CVM, e a autoridade nos questionou”, conta Giulianno.