Educação é principal impulsionador na carreira das mulheres, diz ABRH

Elas vão chegar aos cargos de comando nas empresas graças ao maior investimento que elas fazem em educação

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SÃO PAULO – A baixa presença das mulheres em cargos de direção está sendo revertida aos poucos devido aos investimentos que elas fazem em educação. É o que aponta a ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos).

Segundo a presidente da entidade, Leyla Nascimento, a mudança acontece à medida que as empresas buscam nas contratações e promoções pessoas mais qualificadas, independentemente do sexo.

“Os bancos escolares demostram que, nos cursos de graduação e MBA, a presença das mulheres também se dá de forma massiva, o que indica que a simples atração de profissionais em função da capacitação e melhor qualificação, que é uma prática corporativa, vai levar as mulheres a uma presença mais consistente na direção das empresas”, explica Leyla.

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Fatores limitadores
Apesar das mulheres estarem conquistando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, o fato de receberem  mais benefícios trabalhistas do que os homens, em alguns setores, como no Agronegócio e Turismo, pode ser um dos fatores limitadores que dificultam a ascensão da mulher em cargos de direção.

“Muitas mulheres emendam a licença-maternidade com as férias, precisam sair para amamentar, faltam quando têm de levar as crianças no médico, não podem fazer viagens longas a trabalho e isso acaba sendo levado em conta pelos empresários quando precisam escolher uma pessoa para uma posição crítica em uma área de comando”, afirma a presidente da ABRH-PR, Cibelli Pinheiro.

Mulheres nos setores públicos
Em relação ao setor, a entidade afirma que no público as mulheres estão em menor número nos cargos de liderança.

“Acredito que vivemos um processo de evolução de cultura ainda machista, que gradualmente está reconhecendo a competência profissional da mulher. Eu sou otimista e creio que esta estatística vai ficar pelo menos proporcional ao número de mulheres existentes nos ambientes corporativos, em alguns anos”, finaliza o presidente da ABRH-DF, Hélio Vasconcelos.