Dominar técnicas de negociação ajuda também na relação com colegas

Quem pensava que saber negociar era importante apenas para conquistar clientes e parceiros estava enganado

SÃO PAULO – “Saber negociar é essencial. Não somente para obter benefícios junto a fornecedores, em termos de prazos, preços e volume de compras, ou para conquistar clientes. Por exemplo, no trabalho é preciso negociar com colegas de equipe e de outros departamentos. Há organizações com tanta rigidez nas relações entre profissionais de departamentos diferentes que é preciso abrir uma ordem de serviço para pedir algo”.

A avaliação é do diretor de Marketing da Omni International, que oferece soluções e suporte aos empresários que atuam com e-commerce, Felipe Mangabeira. Para ele, as técnicas de negociação também podem ser usadas para pedir um aumento ao superior ou demandar a entrada em um projeto.

Relacionar-se é o mesmo que negociar

“O relacionamento humano gira em torno do ato de negociar. Negociamos até mesmo quem vai levar os filhos à escola”, diz Mangabeira. O diretor-geral do I-Group, empresa que trabalha com consultoria estratégica e educação, Ricardo Almeida, afirma que tudo, no final das contas, tem a negociação como base.

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“A regra é sempre a mesma: vendemos um sonho a preços compatíveis a interessados”, afirma, ao mesmo tempo em que alerta: “depois, temos que fazer a entrega. Não adianta inflar o discurso com abordagens incoerentes. O bom vendedor não é aquele que vende, mas aquele que vende de novo”.

Dica básica

A OMNI International promove, em parceria com o I-Group, o curso “Técnicas de Negociação”, entre os dias 24 e 28 de março, em Osasco-SP, São Paulo e Joinville-SC. Segundo Almeida, a dica básica para negociar é saber o que o outro deseja. “O mais importante é ouvir o próximo e detectar seus anseios”, diz.

Um vendedor, por exemplo, deve tentar desvendar o que o cliente procura no momento em que ele entra na loja, analisando seus gestos. “O cliente que sabe o que está procurando é ágil e o papel do vendedor é apenas informar. Mas se o cliente não sabe o que deseja, o papel a ser desempenhado é muito mais consultivo”.

É essencial, ainda, criar uma relação de confiança com quem se negocia, o que é possível, segundo o diretor-geral do I-Group, por meio da confiança no que fala e da capacidade de se colocar no lugar do outro.