Diretor da Cidade do Conhecimento da USP aborda as profissões do futuro

Engenharia de produção, administração do terceiro setor e ecoturismo são algumas das áreas promissoras

SÃO PAULO – A economia muda a cada dia, as necessidades da sociedade se transformam, e as áreas de atuação que eram promissoras ontem não são mais hoje. As tendências são responsáveis pelo surgimento de profissões inusitadas e pela redescoberta de outras. É possível tirar essas conclusões ao ler o livro “As profissões do futuro”, escrito pelo diretor da Cidade do Conhecimento da USP, centro de estudos avançados de educação e trabalho, Gilson Schwartz.

Para o autor, estamos entrando em um período de redefinição das profissões, que serão marcadas pela integração entre telecomunicações, tecnologia, necessidades do mercado consumidor e conteúdo (por conteúdo, entende-se atualidade, gestão da informação e de relações sociais e tudo que diz respeito ao conhecimento). A união dessas facetas será necessária em todas as áreas profissionais, como na gestão ambiental, na publicidade e na medicina.

“A tecnologia é uma realidade que está mudando a forma das empresas formarem suas equipes, bem como gerando incertezas. Nem as faculdades estão preparadas para essa ‘macrotransformação'”, opinou Schwartz, que recomendou: “O ideal é que as pessoas procurem suas vocações dentro das profissões que são fomentadas pela tecnologia.”

Profissões do futuro

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Ele cita algumas profissões do futuro: engenharia de produção; administração, mas não somente de empresas, como também de órgãos públicos e empreendimentos do terceiro setor; e tudo que diz respeito a serviços pessoais e qualidade de vida.

A análise permite apostar em profissões como personal trainer, gestor de ecoturismo, prestador de serviços sociais, médicos, principalmente os que atuarem em segmentos recentes da medicina, engenheiro ambiental, engenheiro elétrico e engenheiro químico, que tenham especialidade em energia renovável.

“Tudo que diz respeito à qualidade de vida das pessoas passará a ter mais valor. Há 15 anos, ninguém previa o crescimento do terceiro setor ou o advento da televisão digital no Brasil. E quem diria que tudo referente ao turismo teria uma forte ligação com a ecologia?”, finaliza Schwartz.