Dificuldades com segundo idioma podem fechar portas para profissionais

Segundo pesquisa da HR, 70% das empresas requerem profissionais para o cargo de analista com fluência no inglês

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SÃO PAULO – A fluência em um segundo idioma tornou-se essencial para que os profissionais consigam boas oportunidades ou mantenham-se no mercado de trabalho.

De acordo com um levantamento da empresa de pesquisas HR, realizada com 130 organizações, 70% delas requerem profissionais para o cargo de analista com fluência no inglês.

Na avaliação da sócia e diretora da Outliers Professional Language School, Ho Mien Mien, é muito comum ver erros sendo cometidos ao aplicar o inglês em uma negociação, uma conferência, na elaboração de um relatório, em um simples e-mail ou apresentação.

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“É comum às pessoas falarem que têm fluência no inglês, porém engasgam quando precisam usá-lo em situações profissionais que exigem os termos específicos da sua área de atuação. Há também os casos de confusão de escrita ou de utilização dos falsos cognatos”, afirma.

Aplicação
Para o diretor-geral da Outliers, Augusto Rocha, não basta apenas ensinar o idioma ao aluno, mas sim inseri-lo na sua realidade, de modo que, durante as aulas, sejam apresentados vocabulários e situações rotineiras.

“Ao vivenciar situações do trabalho em aula, o aluno tem mais possibilidades de conseguir o aprimoramento do idioma. Turmas pequenas e homogêneas permitem isso. A presença de professores que já atuaram na mesma área profissional do aluno colabora para uma assimilação mais fácil de como aplicar e desenvolver o vocabulário. Um engenheiro químico utiliza as mesmas expressões ou termos que um profissional de recursos humanos?”, questiona o professor.

Foram essas razões que motivaram Ho Mien Mie a criar uma escola que fosse capaz de solucionar esses problemas nos profissionais brasileiros.

“Por vários anos acompanhei esse perfil ou presenciava os diálogos em inglês. E, por ter fluência no idioma, conseguia levantar quais eram as principais dificuldades, as pronúncias incoerentes e até os erros que ocorrem nas negociações, devido a esses deslizes. Para sanar as dificuldades e permitir que os profissionais consigam usar definitivamente o inglês no seu dia a dia, fundamos a escola”, finaliza.