Diferença salarial de homens e mulheres é maior entre mais escolarizados

Entre aqueles com 12 anos de estudo ou mais, as mulheres ganham 58% do que recebem os homens, revela IBGE

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SÃO PAULO – A diferença de remuneração entre homens e mulheres se agrava quando analisados os mais escolarizados, revelou a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre os mais escolarizados – pessoas com 12 anos de estudo ou mais -, as mulheres ganham 58% do que recebem os homens, enquanto na média geral elas recebem 70,7% do que eles ganham.

No mercado formal, as mulheres chegam a receber 74,6% do que os homens recebem, mas no informal a diferença é maior, já que elas ganham 63,2% do que eles recebem.

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Jornada
Em 2009, enquanto as mulheres trabalhavam em média 36,5 horas semanais – considerando todos os brasileiros – para os homens a carga era de 43,9 horas.

Nos trabalhos informais, a média caía a 30,7 horas para as mulheres e a 40,8 horas para os homens. Nas ocupações formais, por sua vez, a média era de 40,7 horas para mulheres e 44,8 horas para homens.

Homens e mulheres com 9 a 11 anos de estudos trabalham mais do que seus pares dos demais grupos.

Atividades domésticas
As mulheres continuam as responsáveis pelas atividades domésticas e cuidados com os filhos e demais familiares, apesar de trabalharem.

No Brasil, a média de horas gastas pelas mulheres a partir dos 16 anos de idade em afazeres domésticos é mais do que o dobro da média de horas dos homens.

No ano passado, enquanto as mulheres com mais de 16 anos ocupadas gastavam em média 22 horas em afazeres domésticos, os homens gastavam 9,5 horas.

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