Dieese: rendimento médio do trabalhador tem alta em dezembro, na análise mensal

Na comparação com dezembro de 2010, no entanto, o rendimento dos ocupados teve estabilidade e o dos assalariados alta

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada teve uma leve variação positiva em dezembro (0,4%) na média das sete principais regiões metropolitanas do País, atingindo R$ 1.458.

Por capitais analisadas, houve aumento do rendimento médio real em Belo Horizonte (1,8% para R$ 1.464), Salvador (1,2% para R$ 1.017) e, em menor medida, em Recife (0,6% para R$ 1.064), São Paulo (0,6% para R$ 1.561) e no Distrito Federal (0,6% para R$ 2.196). Já em queda se mostraram Porto Alegre (-1,6%, R$ 1.453) e Fortaleza (-1,3%, R$927).

Para os assalariados, o rendimento apresentou uma variação negativa (-0,4%), caindo para R$ 1.510 em dezembro. Os dados fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgada nesta quarta-feira (29) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

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Comparação anual
Entre dezembro de 2010 e de 2011, no conjunto das sete regiões, o rendimento médio real dos ocupados e assalariados variou negativamente em 1,2% e -0,3%, respectivamente.

Na análise por regiões, o rendimento dos ocupados apresentou comportamento distinto, já que subiu em Recife (7,1%) e Belo Horizonte (2,2%) e caiu em Salvador (-11,4%), São Paulo (-1,9%), Distrito Federal (-1,1%) e Fortaleza (-0,5%).

Em Porto Alegre, no entanto, o percentual permaneceu praticamente estável, com uma variação de -0,1%.

Massa de rendimentos
Em 12 meses, considerando a massa de rendimentos dos ocupados e assalariados para o conjunto das áreas analisadas, nota-se que houve resultados diferentes, com estabilidade de 0,2% para os primeiros, e aumento de 1,3% para os segundos.

Este desempenho refletiu, no caso dos ocupados, a combinação entre o crescimento do nível de ocupação e redução do rendimento médio e, no caso dos assalariados, o aumento do nível de emprego, que mais que compensou o pequeno decréscimo do salário médio real.