Dieese: renda dos metalúrgicos aumentou 6,79% nos últimos 4 anos

Apesar disso, a remuneração média da categoria, em 2005, equivalia a 81% do valor recebido em 1995

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SÃO PAULO – Nos últimos quatro anos, a remuneração média dos metalúrgicos brasileiros aumentou 6,79% acima da inflação, revela um estudo feito pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Apesar disso, a remuneração média da categoria, em 2005, equivalia a 81% do valor recebido em 1995, sendo que, em 2003, essa proporção chegou a 76%. Atualmente, o salário médio de um metalúrgico está em R$ 1.670 mensais.

Rotatividade

Segundo o presidente da CNM, Carlos Grana, um dos fatores que prejudica a reposição salarial é a alta rotatividade no mercado de trabalho. “O movimento intenso de contratações e demissões prejudica os ganhos salariais porque os novos operários costumam ser admitidos por salários menores”, explica.

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Conforme divulgou a Agência Brasil, órgão oficial de divulgação do governo, o levantamento que traçou um perfil de 1,805 milhão de trabalhadores brasileiros aponta que a taxa de rotatividade no setor, em 2006, foi de 28,6%, valor considerado expressivo.

Ainda de acordo com Grana, outro problema é a diferença de salários entre as regiões: enquanto no Sudeste um metalúrgico ganha 10% além da média nacional, no Centro-Oeste esse índice é 44% menor.

“Muitas empresas se deslocam de centros industriais para buscar incentivos fiscais e mão-de-obra mais barata. Além disso, os empresários alegam que o custo de vida é menor nessas regiões para justificar os salários mais baixos”, esclarece.

423 mil empregos em 4 anos

De acordo com o Dieese, do início de 2003 até abril de 2007, o setor registrou um saldo positivo de 423,7 mil novos empregos formais, o que representa uma recuperação em relação à trajetória de queda nos oito anos anteriores.

No entanto, segundo a socióloga e técnica do Dieese, Adriana Marcolino, a geração de empregos poderia ser ainda maior, se a jornada de trabalho fosse reduzida de 44 horas para 40 horas semanais.

“Apenas isso resultaria em mais 135 mil postos de trabalho. E caso as horas extras fossem controladas, a criação de novos postos de trabalho poderia ser dobrada”, afirma Adriana.

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