Dieese: desemprego sobe nas regiões metropolitanas e atinge 16,9% em abril

Duas das 6 regiões analisadas tiveram declínio na taxa de desemprego: Belo Horizonte (-2,2%) e Salvador (-1,9%)

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SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País apresentou alta de 3 pontos-base no quarto mês do ano, na comparação com março. O índice passou de 16,6% para 16,9% da PEA (População Economicamente Ativa), que fechou abril em 19,188 milhões de pessoas.

De acordo com os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgados nesta quarta-feira (30) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), na comparação anual, houve queda de 11 pontos-base, uma vez que, em abril de 2006, o desemprego atingiu 18%.

Desemprego por região

Na comparação mensal, duas das seis regiões analisadas tiveram declínio nas taxas de desemprego: Belo Horizonte (-2,2%) e Salvador (-1,9%); as demais apresentam aumento no número de desempregados. Já em relação a abril de 2006, o índice caiu em todas as localidades, com destaque para a capital mineira (-13,5%).

Taxa de Desemprego Total
Região MetropolitanaAbril 2006Março 2007Abril 2007
Distrito Federal20,7%18,9%19%
Belo Horizonte15,6%13,8%13,5%
Porto Alegre15,5%12,9%13,6%
Recife21,9%21,1%20,7%
Salvador24,4%22,9%23,4%
São Paulo16,9%15,9%16,3%
Total18%16,6%16,9%

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Fonte: SEP Convênio Seade-Dieese, MTE/FAT e convênios regionais

Tipos de desemprego

A pesquisa revela também que, em abril, o contingente de desocupados nas seis principais regiões metropolitanas teve alta de 2,1% frente ao mês anterior. No total, 3,238 milhões de pessoas estavam desempregadas, o que representa 4,7% a menos que no mesmo mês de 2006.

Considerando as diferentes formas de desocupação, nota-se que o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, atingiu 11,4% no quarto mês de 2007.

O índice de desemprego oculto por desalento – que inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca – foi de 1,67% e o desemprego oculto pelo trabalho precário – que engloba as pessoas que possuem uma ocupação temporária, mas que estão procurando emprego – somou 3,83%.

População ocupada

A população ocupada (PO) das áreas analisadas atingiu 15,950 milhões de pessoas em abril deste ano, ficando praticamente estável (0,2%) em relação a março e avançando 2,7% sobre o quarto mês de 2006.

Na análise setorial, o setor de serviços segue como o maior empregador, com 8,546 milhões de pessoas ocupadas. Em contrapartida, o segmento da construção civil é o que menos emprega, respondendo por apenas 824 mil pessoas ocupadas.

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Quanto à inserção no mercado de trabalho, o que se verifica é que a maior parcela da população ocupada possui emprego com carteira assinada no setor privado (6,859 milhões). Em seguida, ficam os autônomos (2,951 milhões) e o setor público, que emprega 1,784 milhão.