Dieese: aumento do salário mínimo injetará R$ 25,4 bilhões na economia

O poder de compra do trabalhador, que passará a ser de 1,91 cestas básicas, atingirá o maior valor desde 1979

SÃO PAULO – Por causa do aumento do salário mínimo, que passará de R$ 300,00 para R$ 350,00 – pagos a partir de 1º de abril, com um mês de antecedência – o incremento na economia será de R$ 25,4 bilhões, já que cerca de 39,9 milhões de pessoas receberão o salário reajustado. A arrecadação tributária adicional será de R$ 6,3 bilhões.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou na última terça-feira um estudo preliminar sobre o reajuste. O levantamento aponta que a variação do valor do mínimo, do período de 1º de maio de 2005 a 1º de abril de 2006, será de 16,67%. No entanto, a estimativa de aumento real do mínimo no dia 1º de abril é de 12,07%.

Ganhos para o trabalhador

Além disso, o Dieese estima que o salário mínimo médio em 2006 será de R$ 338,46, com o reajuste feito em abril. Caso o aumento fosse efetuado somente a partir de maio, a média anual cairia para R$ 334,62.

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Se os R$ 50,00 antecipados em um mês forem distribuídos nos 13 salários pagos após o reajuste, até maio do próximo ano, o salário mínimo será equivalente a R$ 353,85.

O poder de compra do trabalhador, conseqüentemente, será aumentado. Enquanto em maio do ano passado era possível comprar 1,59 cestas básicas com um salário mínimo, em abril deste ano esse número subirá para 1,91 cestas, maior patamar desde 1979.

Aumento para as outras categorias

De acordo com a pesquisa nacional do Dieese, com 175 pisos salariais, 28% deles deverão ser corrigidos, para valores equivalentes ao novo mínimo.

Já o reajuste do Imposto de Renda, de 8%, se aplicado a partir de janeiro de 2006, resultará num resíduo de 4,63% até 2005. Para que a correção da Tabela do Imposto de Renda fosse zerada durante o mandato do atual governo, seria necessário um aumento de 9,34% do IR, considerando um IPCA de 4,5%.