Dia do Dentista: profissão reivindica mesmo salário dos médicos

Dentistas pedem que o salário por 20 horas semanais seja equiparado ao dos médicos, cujo o valor é de R$ 7.503,18

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SÃO PAULO – O Dia do Dentista é comemorado nesta segunda-feira (25). A data foi escolhida porque em 1884 foi publicado um decreto que criou os primeiros cursos de graduação em Odontologia no Brasil, nos estados da Bahia e do Rio de Janeiro.

Segundo dados do SOESP (Sindicato dos Odontologistas do Estado de São Paulo), atualmente, são contabilizados mais de 230 mil profissionais em todo o País. Somente no estado paulista, são aproximadamente 78 mil dentistas.

Entre as especialidades da área, estão endodontia, exodontia, cirurgia buco-maxilo-facial, odontopediatria, periodontia, entre outros.

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Aposentadoria especial
O presidente do SOESP, Pedro Petrere, afirma que a data deve ser lembrada tanto pelas conquistas como pelas reivindicações da categoria. Entre os aspectos positivos, ele destaca a determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) que permite a aposentadoria após 25 anos de contribuição.

“Este é nosso melhor presente para a data. A aposentadoria aos 25 anos de contribuição foi concedida aos profissionais de São Paulo, o que é um avanço, já que eles representam um terço da força de trabalho do País. Os outros estados terão de reivindicar esta aposentadoria”, diz.

Petrere explica que a aposentadoria especial foi decretada porque a profissão tem alto grau de insalubridade. “Apesar de todos os cuidados tomados, os profissionais sofrem com dores nas costas, forçam muito a vista, além dos problemas causados pelo contato direto com a boca dos pacientes”, acrescenta.

Reivindicações
Entre as reivindicações, os dentistas pedem que o salário por 20 horas semanais seja equiparado ao dos médicos, cujo o valor é de R$ 7.503,18. O projeto de lei já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e aguarda votação no Plenário.

Além disso, a categoria solicita que cada UTI (Unidade de Terapia Intensiva) dos hospitais tenha pelo menos um cirurgião dentista para atender os pacientes. De acordo com Petrere, foi comprovado cientificamente que a falta de higiene bucal dos pacientes internados pode causar doenças graves pulmonares e cardíacas.

Odontologia brasileira
Sobre o futuro da profissão, Petrere se mostra otimista. “Esta é a profissão do passado, do presente e do futuro. O conhecimento da odontologia brasileira está entre os melhores do mundo, juntamente com os Estados Unidos e a Alemanha. Este reconhecimento é devido à dedicação dos nossos profissionais”, finaliza.

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