Desoneração da folha de pagamento pode sair ainda neste semestre

A afirmação foi dada na quinta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em encontro com empresários

Brasília – A desoneração da folha de pagamento pode sair ainda neste semestre, no que depender do governo. A afirmação foi dada na quinta-feira (4) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em encontro com empresários.

Durante a reunião do GAC (Grupo de Avanço da Competitividade), Mantega afirmou que os estudos estão avançados e que as medidas podem ser anunciadas ainda neste semestre.

“Essa é uma medida essencial para dar competitividade às empresas nacionais”, disse o presidente da Abit (Associação Brasileira das Indústrias Têxteis), Aguinaldo Diniz Filho.

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Segundo a presidente da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), Elizabeth de Carvalhães, o anúncio deverá sair em breve. “Não descarto a possibilidade de a desoneração ser lançada ainda em maio”, disse, segundo a Agência Brasil.

Compensação
Para diminuir o impacto da desoneração sobre os cofres públicos, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) sugeriu que a diminuição dos tributos sobre a folha de pagamento seja compensada pelo aumento do PIS/Cofins.

Na avaliação do presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), Melvyn Fox, “isso tiraria grande peso da indústria e diluiria os custos em vários outros setores da economia”.

Apesar de ter apresentado a proposta, o presidente da CNI, Robson Andrade, revelou que os empresários não sugeriram percentuais para a desoneração da folha e o aumento do PIS/Cofins. “Foi apresentada apenas uma ideia para ser estudada pelo governo”, declarou.

Atualmente, as empresas pagam 20% da folha de pagamento como contribuição para a Previdência Social. O dinheiro se soma à contribuição dos empregados, que todos os meses têm descontos de 8% a 11% do salário para financiar as aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Originalmente chamado de Grupo de Acompanhamento da Crise, o GAC foi criado em 2009 para reunir representantes do governo e do setor privado em discussões sobre a crise econômica. No ano passado, o grupo passou a debater entraves para o crescimento da produção, como carga tributária, juros e câmbio.