Desligamentos sucessivos na equipe: veja os efeitos para quem fica!

Na mão do líder, está a responsabilidade de administrar a baixa auto-estima de quem ficou, diz gerente do Ibmec Carreiras

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SÃO PAULO – “O processo de desligamento de um funcionário – independente de ele ter pedido demissão ou ter sido demitido -, é mais difícil para quem fica do que para quem está saindo”, afirma a gerente da área de Carreiras do Ibmec São Paulo, Maria Ester Pires da Cruz.

Agora, imagine quando acontecem sucessivos desligamentos. Qual o efeito para quem fica? De acordo com Maria Ester, neste caso, é bem provável que a equipe fique com a auto-estima baixa. “Na mão do líder, fica a responsabilidade de administrar a frustração de as pessoas terem perdido um colega, que pode ter sido demitido ou pode ter conseguido algo melhor”.

Além disso, com menos pessoas na equipe, quem fica se sente sobrecarregado, o que também deve ser notado pelo gestor. É neste momento, por sua vez, que o líder precisa mostrar sua capacidade de motivação.

Atitude!

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De acordo com Maria Ester, o que um profissional precisa para ser um bom líder é ter autoconhecimento, para entender suas atitudes e o que elas causam no liderado. Percepção sobre a equipe é fundamental, já que ele deve agir de maneira diferente com cada pessoa.

“Tem aquele profissional que está motivado, mas não sabe qual é o trabalho. Com ele, o líder tem que estar mais disponível, ensinar, dar mais atenção. Outro conhece o trabalho, sabe o que faz, mas não está motivado. Neste caso, tem que envolver mais, negociar, buscar comprometimento. Resgatá-lo para a equipe”.

O terceiro perfil citado por ela é o desmotivado e que ainda não sabe o que deve fazer. Diante desta situação, o líder deve ser mais firme e dar mais regras.

Onde está o problema?

É preciso analisar cada caso isolado, para saber porque a equipe está se desfazendo. Existem várias possibilidades, nem sempre relacionadas diretamente com a liderança. Uma delas é a cultura da organização, com a qual a pessoa não se adapta.

Ainda existe a tendência do mercado de trabalho, que, atualmente, está competitivo, o que torna mais difícil para as empresas reterem talentos.

Questionada se em equipes mais jovens é mais normal ocorrerem desligamentos sucessivos, Maria Ester respondeu que sim. “Os jovens têm uma necessidade maior de crescimento e são imediatistas. Há também a expectativa dos pais, que fizeram um investimento e querem retorno”.

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Por outro lado, a gerente disse que não há diferença entre pequenas, médias e grandes empresas quanto ao fato de existir sucessivos desligamentos. “A retenção de talento está mais relacionada com a forma como a pessoa é tratada”, finalizou.