Desigualdade de salários entre os sexos pode durar 75 anos

Previsão é do BNDES, que se baseou na evolução das remunerações de mulheres e homem nos últimos 10 anos

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SÃO PAULO – Para que as mulheres recebam o mesmo salário que os homens, elas precisarão esperar 75 anos. A previsão pouco otimista consta em estudo divulgado na última quinta-feira (24) pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Segundo o levantamento, este período é mensurado quando se leva em consideração a evolução do salário feminino em relação ao masculino nos últimos 10 anos.

Diferença cresce com o nível de escolaridade

Ainda segundo o estudo, o salário médio real dos homens é maior em todos os níveis de escolaridade quando comparado ao que é reservado às mulheres. O que mais surpreende, é que quanto maior o nível de instrução, mais elástica é esta diferença.

As mulheres que já estão em um curso de graduação costumam ganhar 63% do salário real pago aos trabalhadores do sexo masculino.

“A discrepância salarial entre os mais escolarizados pode ser explicada pela maior limitação de acesso das mulheres a cargos de chefia e a ocupações bem remuneradas”, avalia o estudo.

Mulheres analfabetas ganham mais

Já entre os menos escolarizados, essa diferença é menor, já que as trabalhadoras ganham 82% da remuneração paga aos homens. O único momento em que as elas ganham mais do que eles é quando a comparação se dá entre analfabetos.

Entre 1996 e 2005, as diferenças salariais entre os sexos caiu mais fortemente para quem estudava a oitava série do ensino fundamental: seis pontos percentuais.