Desenvolvimento e gestão de pessoas são prioridades para CEOs latino-americanos

Medida atinge 68% dos executivos; no Brasil, este percentual sobe para 74%, podendo chegar a 81%

SÃO PAULO – Com a chegada da Geração Y (nascidos após 1980) ao mercado de trabalho, o desenvolvimento e a gestão de pessoas passou a ser prioridade máxima para 68% dos executivos latino-americanos nos próximos três anos. Em seguida, estão questões como o crescimento da empresa tanto no mercado local quanto no global (54%) e a otimização da produtividade (39%). As informações são do estudo CEO Vision Revisited – Líderes de Hoje e do Futuro, elaborado pela Korn/Ferry International entre 2008 e 2009.

De acordo com o levantamento, os novos profissionais são responsáveis por mudanças mais frequentes e profundas nas relações com as empresas, especialmente no que diz respeito ao aumento da distância entre o indivíduo e a organização, a menor ligação com o trabalho e o melhor equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

Dessa forma, a necessidade de compreender a diferença entre engajamento e lealdade torna-se crítica para as empresas, por isso, diz a pesquisa, este novo olhar garantirá a identificação e preparação de novos líderes, sendo que a chave está em entender as diferenças e investir na implementação de programas de desenvolvimento de carreiras que enderecem claramente as especificidades de cada perfil e equipe.

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“Os dados apontam para uma mudança importante de cenário. Se, antes, as empresas se preocupavam em buscar bons profissionais no mercado, hoje, a atenção está voltada para a identificação de talentos extraordinários e desenvolvimento de pessoas na própria equipe. Esse é um amadurecimento importante que acompanha as mudanças no ambiente de trabalho (…) Investir no desenvolvimento das habilidades consideradas críticas é um desafio para as empresas conquistarem seu lugar no futuro”, afirma o presidente da Korn/ Ferry para a América do Sul, Sérgio Averbach.

Brasil

Enquanto que na América Latina, em geral, o desenvolvimento profissional das equipes é importante para 68% dos entrevistados, no Brasil, esse índice chega a 74%, podendo atingir 81% em alguns setores específicos, como Saúde/ Farma/ Ciências da Vida.

Para a Korn/Ferry, os resultados apontam que, para conquistar melhores resultados e responder às pressões e novas demandas, os presidentes começam a investir pesado em seu capital humano como um instrumento de transformação e aumento do impacto nos resultados.

Competências

No geral, para 86% dos executivos, a competência mais forte em sua equipe de liderança é entender o negócio. Já outros 56% apontam que, entre as sete competências mais importantes a serem desenvolvidas, está a habilidade de inovar; e 78% acreditam que investir no desenvolvimento dos profissionais é o melhor caminho para a transformação dos atuais talentos em novos líderes.

No que diz respeito à forma de como devem ser aplicados os programas de desenvolvimento, o estudo concluiu que o ideal é expor o profissional a situações desafiantes no próprio trabalho, e não em cursos, ou programas fora da empresa.