Desemprego volta a cair na Grande SP em novembro, revela Seade/Dieese

Taxa de desocupação passou de 16,9% para 16,4% da PEA frente a outubro; em novembro de 2004, ela era de 17,4%

Publicidade

SÃO PAULO – A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo voltou a cair em novembro, após a estabilidade notada um mês antes. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), o nível de desocupação passou de 16,9% para 16,4% da PEA (População Economicamente Ativa).

Com isto, o contingente de trabalhadores sem emprego, em relação a outubro, foi reduzido em 43 mil pessoas, contabilizando 1,648 milhão de desempregados no décimo primeiro mês do ano.

Ainda de acordo com o estudo divulgado nesta terça-feira (20), ao se comparar o nível de desemprego atual a novembro de 2004, o estudo mostra queda de 1 ponto percentual na taxa da Grande São Paulo, uma vez que naquele mês ela correspondia a 17,4% da PEA.

Planner InfoMoney

Mantenha suas finanças sob controle neste ano

No acumulado dos últimos doze meses, foram criadas 101 mil ocupações, enquanto houve decréscimo de 101 mil pessoas no total de desempregados, de forma que a População Economicamente Ativa, hoje estimada em 10,051 milhões de pessoas na região, permaneceu estável no período.

Recuo do desemprego aberto é destaque

O nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, caiu de 10,6%, em outubro, para os atuais 10,2%. Em novembro de 2004 ela era de 10,4%.

O desemprego oculto por desalento, outra variável do índice, recuou para 1,6% no mês passado, diante da taxa de 1,7% observada um mês antes e também em novembro do ano passado. Já a taxa de desemprego oculto pelo trabalho precário ficou estabilizada em 4,6% no mês, mas apresentou queda intensa frente ao penúltimo mês de 2004 (5,3%).

Continua depois da publicidade

Vale destacar que o trabalho precário engloba as pessoas que possuem uma ocupação temporária, como um “bico”, mas que estão procurando emprego.

Já o desemprego oculto por desalento inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca, praticamente deixando o mercado profissional.

Segmentos da população

O resultado do último ano favoreceu todos os segmentos da população, destacando-se os chefes de domicílio (8,0%), homens (7,2%), pessoas com 40 anos e mais de idade (6,5%), aqueles de 25 a 39 anos (6,4%), com ensino médio incompleto (7,9%) e analfabetos ou com o fundamental incompleto (5,9%).

A demora para se conseguir uma nova colocação foi estimada em 54 semanas, mantendo o mesmo resultado desde agosto último. Agora, quando comparado a novembro de 2004, o tempo de espera atual é cerca de uma semana maior.

Menor taxa de desemprego na região do ABC

De acordo com os dados regionais da pesquisa Seade/Dieese, no município de São Paulo a taxa de desocupação subiu de 15,8% para 15,9% da PEA na passagem de outubro para novembro. Um ano antes, entretanto, a taxa estava em 16,8%.

Pelo segundo mês seguido, o menor nível de desemprego está na região do ABC que, por sua vez, viu a taxa passar de 15% para 15,1% no ultimo mês, e cair de forma significativa em relação a novembro de 2004 (17,8%).

Continua depois da publicidade

Finalmente, o indicador das demais cidades da região metropolitana caiu de 18,3% para 17,1%, patamar também inferior ao registrado em novembro do ano passado (18,3%).