Desemprego registra queda em maio e atinge 16,4%

Segundo levantamento do Seade/Dieese, o contingente de desocupados nas seis principais áreas metropolitanas teve queda de 3%

SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País apresentou queda de 5 pontos-base no quinto mês do ano, na comparação com abril. O índice passou de 16,9% para 16,4% da PEA (População Economicamente Ativa), que fechou maio em 19,178 milhões de pessoas.

De acordo com os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgados nesta quarta-feira (27) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), no confronto com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 15 pontos-base, uma vez que em maio de 2006 o desemprego atingiu 17,9%.

Desemprego por região

Na comparação mensal, as regiões analisadas que tiveram diminuição da taxa de desemprego, foram: Salvador (-3,8%), Distrito Federal (-3,2%), São Paulo (-4,9%) e Belo Horizonte (-2,2%).

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Por outro lado, em Recife e Porto Alegre houve aumento de 3,7% e 1,9%, respectivamente.

Já em relação a maio de 2006, o índice caiu em todas as localidades, também com destaque para a capital mineira:

Taxa de Desemprego Total
Região MetropolitanaMaio 2006Abril 2007Maio 2007
Distrito Federal19,5%19,0%18,4%
Belo Horizonte15,1%13,5%13,2%
Porto Alegre15,4%13,6%14,1%
Recife22,2%20,7%21,1%
Salvador24,4%23,4%22,5%
São Paulo17,0%16,3%15,5%
Total17,9%16,9%16,4%

Fonte: SEP Convênio Seade-Dieese, MTE/FAT e convênios regionais

Tipos de desemprego

A pesquisa revela também que, em maio, o contingente de desocupados nas seis principais regiões metropolitanas teve queda de 3% frente ao mês anterior. No total, 3,140 milhões de pessoas estavam desempregadas, o que representa 7,2% a menos que no mesmo mês de 2006.

Considerando as diferentes formas de desocupação, nota-se que o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, atingiu 11,2% no quinto mês de 2007.

O desemprego oculto por desalento – que inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca – foi de 1,6% e o desemprego oculto pelo trabalho precário – que engloba as pessoas que possuem uma ocupação temporária, mas que estão procurando emprego – somou 3,6%.

População ocupada

A população ocupada (PO) das áreas analisadas atingiu 16,038 milhões de pessoas no quinto mês do ano, o que mostra uma alta de 0,6% frente ao resultado de abril e um avanço de 3,1% sobre maio de 2006.

Na análise setorial, o setor de serviços segue como o maior empregador, com 78 mil novas vagas. Em contrapartida, o segmento da indústria foi o que mais eliminou postos de trabalho: 42 mil.

Quanto à inserção no mercado de trabalho, verifica-se que a parcela da população ocupada que possui emprego com carteira assinada no setor privado representa 6,859 milhões, se mantendo estável em relação ao meês anterior. Em seguida, ficam os autônomos (2,945 milhões) e o setor público, que emprega 1,792 milhão.