Desemprego nas regiões metropolitanas se mantém em 14,2% em janeiro

Segundo o Seade/Dieese, a População Economicamente Ativa fechou o mês em 19,724 milhões de pessoas

SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País manteve os 14,2% da PEA (População Economicamente Ativa) em janeiro, que fechou o mês em 19,724 milhões de pessoas.

De acordo com os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) divulgados nesta quarta-feira (27) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), no confronto com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 11 pontos-base, uma vez que, em janeiro de 2007, o desemprego atingiu 15,3%.

Desemprego por região

Na comparação mensal, a taxa de desemprego apresentou comportamento diferenciado nas regiões analisadas, tendo crescido em Recife e no Distrito Federal.

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Já em relação ao primeiro mês de 2007, o índice diminuiu em todas as regiões, com destaque para Recife, como é possível observar na tabela a seguir:

Taxa de Desemprego Total
Região MetropolitanaJaneiro 2007Dezembro 2007Janeiro 2008
Distrito Federal17,6%16,5%16,9%
Belo Horizonte12%11%11%
Porto Alegre12,2%11,3%11,2%
Recife20,7%17,9%18,2%
Salvador22,1%20,3%19,8%
São Paulo14,4%13,5%13,6%
Total15,3%14,2%14,2%

Fonte: Convênio Seade-Dieese, MTE/FAT e convênios regionais

Tipos de desemprego

A pesquisa revela também que, em janeiro, o contingente de desocupados nas seis principais regiões metropolitanas registrou estabilidade, com 0,2% de aumento frente ao mês anterior. No total, 2,803 milhões de pessoas estavam desempregadas, o que representa 4,5% a menos que no mesmo mês de 2007.

Considerando as diferentes formas de desocupação, nota-se que o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, caiu 1,8% no primeiro mês de 2008, em relação a dezembro de 2007 e cresceu 0,6% na comparação anual.

O desemprego oculto por desalento – que inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca – registrou alta de 15,6% em um mês e queda de 16,6% em um ano. O desemprego oculto pelo trabalho precário – que engloba as pessoas que possuem uma ocupação temporária, mas que estão procurando emprego – registrou leve alta (0,2%) na comparação mensal e queda de 12,1% na anual.

População ocupada

A população ocupada (PO) das áreas analisadas atingiu 16,921 milhões de pessoas no primeiro mês do ano, o que mostra leve queda de 0,2% frente ao resultado de dezembro, e um avanço de 4,3% sobre janeiro de 2007.

Na análise setorial, o segmento de Serviços aparece como o maior empregador, com 9,061 milhões de trabalhadores. Em contrapartida, a Construção Civil responde por apenas 976 mil empregados.

Quanto à inserção no mercado de trabalho, verifica-se que a maior parcela da população ocupada possui emprego com carteira assinada no setor privado (7,349 milhões). Em seguida, ficam os autônomos (3,229 milhões) e os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada (1,933 milhão).