STOCK PICKERS AO VIVO Como o mercado de investimentos está reagindo à onda ESG? Assista

Como o mercado de investimentos está reagindo à onda ESG? Assista

Desemprego entre mulheres foi recorde em 2006

De acordo com Fundação Seade, a taxa de desemprego ficou em 54,9%, maior proporção já alcançada desde criação de pesquisa, em 1985

SÃO PAULO – A taxa de desemprego entre as mulheres na Região Metropolitana de São Paulo apresentou leve alta no ano passado, na comparação com o ano anterior. O índice passou de 54% para 54,9% da PEA (População Economicamente Ativa).

De acordo com dados da Fundação Seade, divulgados na última terça-feira (06), a proporção, no entanto, é a maior já alcançada desde a criação da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), em 1985.

Segundo o estudo, ao longo da série histórica da pesquisa, a taxa de desemprego feminina sempre superou a masculina. Isso significa que, apesar da presença das mulheres no mercado de trabalho ter aumentado, ainda existem dificuldades para que elas consigam uma ocupação.

Desempregados

PUBLICIDADE

Considerando as diferentes formas de desemprego, nota-se que o nível de desemprego aberto entre as mulheres, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, ficou em -1,5% no ano passado em comparação com 2005.

O desemprego oculto por desalento – que inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca – diminuiu 4,3%. Já o desemprego oculto pelo trabalho precário, que engloba as mulheres que possuem uma ocupação temporária, mas que estão procurando emprego, diminuiu 17,1%.

População ocupada

A população feminina ocupada (PO) da região metropolitana de São Paulo aumentou 2,5% no ano passado, pelo oitavo ano consecutivo. Com isso, houve crescimento na participação das mulheres no total de ocupados, para 45%.

Na análise setorial, o crescimento no nível ocupacional das mulheres se deu, principalmente, pelas empresas de Serviços, que tiveram maior crescimento (4,5%), seguido pela Indústria (2%) e Comércio (1,4%). Pela primeira vez na pesquisa, Serviços Domésticos apresentaram redução, de 2,1%.

Quanto à inserção no mercado de trabalho, o que se verifica é que a maior parcela das mulheres ocupadas possui emprego com carteira assinada no setor privado (35,2%). Em seguida, ficam os empregados domésticos (18,3%) e os autônomos (17,9%).