Desemprego entre mulheres é o menor em oito anos, revela Seade

Aproximadamente 60,4% dos postos de trabalho criados em 2005 foram ocupados por mulheres

SÃO PAULO – O Dia das Mulheres, lembrado nesta quarta-feira (08), tem motivos de sobra para ser comemorado, principalmente entre as trabalhadoras. É que, de acordo com a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), o desemprego feminino em São Paulo caiu aos menores níveis desde 1998.

A fundação, que divulgou seu estudo ‘O Mercado de Trabalho Feminino na Região Metropolitana de São Paulo em 2005’ na última terça-feira (07), informa que entre 2004 e 2005, a taxa de desemprego para esse público caiu de 21,5% para 19,7% da População Economicamente Ativa (PEA).

Maioria dos novos postos ficaram com mulheres

De acordo com o estudo, 60,4% de todos os postos de trabalho criados nem 2005 na Região Metropolitana foram ocupados pelas mulheres. Apesar disso, as mulheres ainda são maioria entre os desempregados da Região Metropolitana de São Paulo: 54% do total.

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A queda no desemprego feminino, contudo, foi fruto do aumento da ocupação. Como o total de mulheres atuantes no mercado permaneceu estável, a queda do desemprego indica que parte das mulheres desempregadas conseguiu ocupação.

Desemprego é menor entre homens

Mas a boa notícia também foi reservada aos homens, uma vez que, de 2004 para 2005, a taxa de desemprego masculina recuou de 16,3% para 14,4% da PEA (População Economicamente Ativa), segundo a pesquisa.

Contudo, a queda do desemprego masculino não foi fruto apenas da maior ocupação de pessoas desempregadas, como aconteceu entre as mulheres, mas também da saída de pessoas do mercado de trabalho.

Desemprego por faixas-etárias

Houve redução da taxa de desemprego em todas as faixas etárias no passado em relação a 2004. Entre as mulheres, os maiores recuos contemplaram aquelas com idade entre 40 e 49 anos (9,0%) e entre 25 e 39 anos (7,7%).

Entre os homens, quem tinha entre 50 e 59 anos (22,0%) e entre 18 e 24 anos (12,7%) notaram as reduções mais intensas nesse índice.

Mulheres no mercado de trabalho

Esses movimentos foram responsáveis pelo recuo da diferença de participação entre os sexos no mercado de trabalho ao menor patamar desde 1998 quando o levantamento começou a ser feito.

Em 2005, aumentou a presença de mulheres de 25 a 49 anos e negras, enquanto, entre os homens, muitos adultos, chefes de domicílio e negros acabaram saindo do mercado. Muito em função do maior nível de ocupação entre as mulheres, que cresceu 4,2% no ano passado, todos os setores de atividade analisados cresceram. Destaque para o industrial, cuja ocupação feminina cresceu 8,8% no ano pesquisado.

Já entre os homens, a variação do nível de ocupação foi mais modesta (2,4%). Na indústria, a taxa de crescimento correspondente foi de 3,7%; segmento que mais empregou homens em 2005.

Rendimento

Apesar das boas notícias quando o assunto é nível de ocupação feminina, a pesquisa demonstrou que o rendimento médio por hora das mulheres com trabalho caiu 2,1% em 2005, enquanto o dos homens registrou aumentou de 0,7%.

Hoje o valor de R$ 4,87 recebido por hora trabalhada pelas mulheres corresponde a 75,7% do que é recebido pelos homens (R$ 6,44).