Desemprego: entenda a diferença entre os índices do IBGE e do Seade/Dieese

A discrepância numa PEA como a de SP significa que milhares de pessoas poderiam ou não estar desempregadas

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SÃO PAULO – Muitas pessoas devem ter questionado porque o taxa de desemprego total na Grande São Paulo em janeiro ficou em 14,4%, de acordo com a pesquisa da Fundação Seade/Dieese, e em 10,1%, segundo apuração do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Isso porque a diferença de vários pontos percentuais numa PEA (População Economicamente Ativa) de 10,1 milhões de pessoas significa que milhares de pessoas poderiam ou não estar desempregadas.

Metodologia diferente

Conforme divulgou a Agência Brasil, a discrepância dos valores pode ser explicada pela diferença na metodologia usada pelas entidades no cálculo do desemprego.

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De acordo com o coordenador da equipe de análise da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego, do Seade/Dieese), Alexandre Loloian, embora as duas pesquisas sejam domiciliares, há duas diferenças que geram resultados menores na apuração do IBGE.

Segundo o economista, o Instituto considera ocupada uma pessoa que procura emprego, mas trabalhou ao menos uma hora na semana anterior à do momento da pesquisa. Além disso, o IBGE não utiliza as categorias de Desemprego Oculto pelo Trabalho Precário e pelo Desalento.

Desemprego aberto e oculto

No caso da PED, o desemprego total é calculado como sendo a soma do “desemprego aberto” (pessoas sem ocupação à procura de trabalho) com o “oculto pelo trabalho precário” e o “oculto pelo desalento”.

Para o Seade/Dieese, o desemprego oculto pelo trabalho precário engloba as pessoas que possuem uma ocupação temporária, mas que estão procurando emprego. Já o desemprego oculto pelo desalento inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca.

Para o IBGE, as pessoas atingidas pelo “desemprego oculto pelo desalento” são classificadas como “inativas” e as que estão em situação de “desemprego oculto pelo trabalho precário” são consideradas “ocupadas”.

Sempre haverá diferença

De acordo com Loloian, a diferença de métodos sempre resultará em taxas de desemprego gerais maiores na pesquisa do Seade/Dieese em relação à do IBGE.

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