Desemprego em março registra a menor taxa para o mês desde 2002

Número manteve-se estável em relação a fevereiro e caiu 1,4 ponto percentual em relação a março de 2009

SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País em março atingiu o menor índice registrado para o mês desde 2002, 7,6%. O número manteve-se estável em relação a fevereiro (7,4%) e caiu 1,4 ponto percentual em relação a março de 2009 (9,0%).

Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou a “Pesquisa Mensal de Emprego” nesta quinta-feira (29). 

O contingente de desocupados (1,8 milhão) ficou estável na comparação mensal e recuou -14,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

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Desempregados
Rio de Janeiro e Porto Alegre tiveram destaque em crescimento da população desocupada. A capital gaúcha registrou aumento de 17,5%, enquanto a fluminense registrou aumento de 13,4% em relação a fevereiro deste ano.

Na análise anual, a taxa de desemprego recuou 2,3 pontos percentuais em Recife e São Paulo. Nessas duas regiões houve quedas de -19,7% e -22,5% respectivamente.

A tabela abaixo aponta a taxa de desemprego atual e a de 12 meses atrás para as seis capitais analisadas:

LocalMarço 2009Março de 2010
Recife10,4%8,1%
Salvador11,9%11,3%
Belo Horizonte6,6%6,3%
Rio de Janeiro6,9%6,4%
São Paulo10,5%8,2%
Porto Alegre6,4%5,9%
Total9,0%
7,6%

Ocupados
Em março, a população ocupada (21,7 milhões) manteve-se estável perante fevereiro e cresceu 3,8% no ano (mais 796 mil postos de trabalho no período)

Na análise anual por setores, o contingente de ocupados apresentou variações significativas nos grupos Serviços prestados a empresas, alugueis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, com alta de 2,9% frente a fevereiro. Frente a março de 2009, houve altas em três grupamentos: Construção (10,6%), Serviços prestados as empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (7,9%) e Outros serviços (5,6%).

Sobre o perfil dos contratados, a pesquisa indica que o contingente de trabalhadores com carteira assinada do setor privado apresentou aumento de 7,2% na comparação com março do ano passado e se manteve estável frente a fevereiro.