Desemprego atinge o menor patamar desde março de 2002, aponta IBGE

A taxa ficou em 8,3% da PEA (População Economicamente Ativa), que fechou o ano com 22,1 milhões de pessoas

SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas seis principais regiões do País caiu em dezembro para 8,3% da PEA (População Economicamente Ativa), atingindo seu nível mais baixo desde março de 2002. No último mês do ano, a PEA somava 22,1 milhões de pessoas.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou sua Pesquisa Mensal de Emprego nesta quinta-feira (26), no confronto com dezembro de 2004, a redução da taxa chega a 1,3 ponto percentual, uma vez que naquela época ela era de 9,6%.

Desempregados

A pesquisa revela também que o total de desempregados em dezembro ficou em 1,8 milhão na somatória de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife, bem abaixo do nível verificado em novembro. Este número é 12,3% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior.

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A tabela abaixo compara a taxa de desemprego atual com a de 12 meses atrás, para as seis capitais analisadas, deixando evidente que houve maior dinamismo no mercado de trabalho, uma vez que a taxa de desemprego caiu na maioria das capitais.

































Taxa de desemprego12 mesesMês atual
Recife11,1%13,9%
Salvador15,4%14,6%
Belo Horizonte8,5%7,0%
Rio de Janeiro8,5%6,8%
São Paulo9,8%7,8%
Porto Alegre6,6%6,7%
Total9,6%8,3%

Uma análise do perfil dos desocupados permite constatar que a maior parcela é composta por: mulheres (54,6%), pessoas com idade entre 25 e 49 anos (47,3%), indivíduos com pelo menos o ensino médio completo (48,0%) e que procuram emprego há um tempo médio de dois a seis meses (42,6%).

Perfil da população ocupada

A população ocupada (PO), estimada em 91,7% da PEA, atingiu 20,2 milhões de pessoas em dezembro, um avanço de 2,4% frente ao resultado do mesmo mês de 2004.

Na análise setorial, o comércio segue como o maior empregador, e responde por 19,7% da população ocupada. Em contrapartida, o setor de construção, que já foi um grande empregador, atualmente responde por apenas 7,3% da população ocupada nas regiões analisadas.

Em termos de forma de inserção no mercado de trabalho, por sua vez, o que se verifica é que a maior parcela da população ocupada possui emprego com carteira assinada no setor privado (45,6%). Em seguida ficam os trabalhadores sem carteira assinada do setor privado (22,0%), os que trabalham por conta própria (19,3%) e, por último, os empregadores (5,1%).

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