Descobrindo talentos: como lidar com diferentes perfis no ambiente de trabalho

Diante da diversidade de comportamento, o interessante é identificar quais os pontos fortes e fracos de cada um

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SÃO PAULO – Alguns são mais ativos, outros, metódicos. Existem aqueles que se adaptam melhor às mudanças, enquanto há quem tenha uma certa dificuldade em seguir regras e padrões. O ambiente de trabalho é formado por profissionais com tipos diferenciados de perfis que, de uma maneira ou de outra, não são certos e nem errados.

Diante dessa diversidade de comportamento, o interessante é identificar quais os pontos fortes e fracos de determinado funcionário. Dessa forma, é possível “consertar” o erro e desenvolver o potencial.

Disc?

De acordo com a consultoria New Marketing, existe uma teoria de avaliação conhecida como Disc. O nome nada mais é do que a junção das siglas das seguintes palavras, que classificam o método de trabalho: dominância, influência, estabilidade e conformidade.

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A empresa afirma que quanto maior for o compasso entre os funcionários, melhor fica o ambiente de trabalho e há um incremento no desempenho geral. Se o empregado fala de acordo com a linguagem comportamental do outro, a comunicação, o entendimento, a integração e a flexibilidade aumentarão. E quem não gosta de trabalhar em um local que tenha uma atmosfera leve e sem atritos constantes?

Item D: dominância

O item D, de dominância, classifica como o profissional lida com problemas e desafios. Existem aqueles que diante de situações mais complexas ou de muita pressão, acabam “travando” e não conseguem tomar as decisões necessárias para que o cenário volte ao normal.

Por outro lado, há quem prefira cobranças do tipo para produzir melhor e acabe tendo um desempenho superior em situações extremas.

Item I: influência

Além desse ponto, é importante avaliar qual a influência
que os empregados exercem uns sobre os outros e a forma de lidar com isso no dia-a-dia. Em um ambiente de trabalho é possível encontrar funcionários que têm um grande poder de persuasão sobre os colegas, enquanto outros já são mais facilmente “levados”.

É preciso avaliar quem são essas pessoas e qual a melhor combinação para o trabalho. Será que duas pessoas com grande poder de persuasão, por exemplo, mas que dificilmente são convencidas por terceiros conseguiriam produzir juntas sem causar “atritos”?

Item E: estabilidade

A forma como o profissional lida com mudanças
e estabelece seu ritmo no ambiente de trabalho é um ponto que deve ser analisado com cuidado. Se ele for muito metódico, poderá não se adaptar a uma alteração na rotina e perder um pouco de seu desempenho.

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Por outro, lado existem aquelas mais maleáveis, que se ajustam às situações sem maiores relutâncias e dificuldades.

Item C: conformidade

Quem nunca viu aquele funcionário mais rebelde, que tem uma certa dificuldade em lidar com regras e procedimentos pré-estabelecidos? Pois é exatamente esse aspecto mensurado pelo item de conformidade.

Se por um lado o profissional mais “agitado” tem como ponto positivo o lado inovador, em algumas situações pode acabar mais atrapalhando do que ajudando no andamento dos trabalhos, já que toda a empresa tem aquela rotina a se cumprir.

Analisando o outro extremo, trabalhadores que não conseguem sair do padrão acabam não auxiliando em uma melhora na qualidade dos trabalhos da empresa. O ideal, então, seria uma equilíbrio entre ambos ou direcionamento das tarefas para aquele que melhor desempenha a função – com cuidado para que o trabalho não acabe, em ambos os casos, ficando mais burocrático do que o adequado.

Resultados

Conseguindo definir o perfil de seus funcionários, é possível apontar os aspectos negativos e positivos de cada um, levando sempre em consideração que não existe jeito certo ou errado de trabalhar. No entanto, o trabalho não deve ficar somente no apontamento de problemas: tendo em mãos as identificações, é preciso orientar a pessoa para que o desempenho melhore.

Em muitos casos, apenas saber que se pode melhorar é suficiente para que a mudança seja empregada. Mas, para isso, é necessário que haja um acompanhamento constante do trabalho do funcionário, com muito diálogo para que o que foi determinado não acabe sendo esquecido no dia-a-dia.