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Depois de carta aberta a CEO viralizar, funcionária do Yelp é demitida

CEO afirma que reclamação sobre salário não foi o motivo da demissão

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SÃO PAULO – A geração Y está sofrendo em empregos que pagam mal. Ou pelo menos é isso que diz Talia Jane, ex-funcionária de uma unidade da Yelp, em uma carta aberta ao CEO Jeremy Stoppleman publicada na plataforma Medium na última sexta-feira. Na carta, ela relata todas as dificuldades pelas quais passava com seu salário – que seria supostamente insuficiente para viver em boas condições.

Ex-funcionária porque, justamente após a publicação, Talia foi demitida. E ela não planejava isso, segundo escreveu posteriormente na mesma publicação, onde agora pede doações. Talia trabalhava na equipe de suporte ao cliente da Eat24, subsidiária da multinacional Yelp, e disse que havia tentado entrar em contato com o CEO da mesma antes de publicar o texto, que teve repercussão mundial.

Na carta, ela afirma que seu salário quinzenal, de US$ 733,24 – ou seja, US$ 1.466,48 ao mês – não era o suficiente para custear aluguel (de US$ 1.245); gastos diários com transporte, que saíam por US$ 11,30, porque mora no lugar mais barato que encontrou; e comida: “pão é um luxo para mim”, escreve em certo ponto.

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Além de citar problemas emocionais e a necessidade de procurar freelas e bicos para se manter – os quais não consegue entregar por estar “constantemente muito estressada” – ela afirma que a maior parte de seus colegas sofre do mesmo problema: “uma delas abriu uma conta no GoFundMe porque não conseguia pagar o aluguel”, conta.

Como resposta, o CEO da companhia, Jeremy Stoppelman, escreveu em seu Twitter que o custo do aluguel em San Francisco é “muito alto”, e que não teve envolvimento pessoal com o fato de ela ter sido demitida: “não foi porque ela escreveu uma carta direcionada a mim”, afirmou.