Demissões: 62% dos desligamentos foram feitos por 5% das empresas

Em 2009, foram desligadas mais de 19,2 mi de pessoas, sendo que 62% delas (mais de 12,3 mi) foram demitidas por 111 mil empresas

SÃO PAULO – Mais da metade das demissões de 2009 foi realizada por apenas 5% das empresas brasileiras, mostra balanço do Ministério do Trabalho e Emprego.

Ao todo, foram desligadas mais de 19,2 milhões de pessoas, sendo que 62% delas (mais de 12,3 milhões) foram demitidas por 111 mil empresas – elas concentraram mais de 25 desligamentos no ano, concentrando a maior parte da quebra de vínculos.

Segundo o levantamento, 53% dos estabelecimentos tiveram um ou dois desligamentos no período, representando apenas 7,2% dos vínculos desligados.

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Motivos
A principal causa dos desligamentos de profissionais no País é a iniciativa da empresa, que demite seus colaboradores sem justa causa, com mais de 50% do total.

Em segundo lugar, aparece o término do contrato de trabalho, que fica em torno de 20%. Os desligamentos com justa causa por iniciativa do empregador são de aproximadamente 1,3%.

Em relação ao tipo de contrato, 85% das demissões são em contratos por tempo indeterminado. Os contratos temporários representam 6% do total de desligamentos.

MPEs
O estudo mostra que as micro e pequenas empresas não são responsáveis pela maior parte das demissões, embora apresentem altas taxas de rotatividade.

“Aquela ideia de que a micro e pequena empresa roda muito não se confirma de fato, porque o contingente expressivo é desses 111 mil estabelecimentos, que no geral são de médias e grandes empresas”, afirmou, por meio de nota, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

A taxa média de rotatividade por estabelecimento no período de 2007 a 2009 ficou em 32% – abaixo da rotatividade média verificada no período, de 36%.

“No cálculo feito por estabelecimento já é considerado o crescimento da economia e da geração de empregos, que faz com que a rotatividade acabe baixando um pouco, mas apresentando a mesma tendência”, esclarece Lupi.