Dekassegui: preparação no Brasil pode render oportunidades no Japão

Opções para quem tem certa fluência em japonês e cursos especializados são bem mais atraentes

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SÃO PAULO – Ir ao Japão trabalhar é uma das opções de brasileiros, descendentes de japoneses, que querem juntar dinheiro e realizar algum sonho, como abrir um negócio próprio. A economia do país está em expansão e há necessidade de mão-de-obra.

A maioria dos dekasseguis, no entanto, vai para as linhas de produção nas fábricas. Alguns dos motivos são a facilidade do trabalho, que não exige especialização, e a falta de domínio da língua japonesa.

Apesar de pagarem relativamente bem, a ponto de a viagem valer a pena, esses empregos são puxados, já que exigem esforço físico. Vale lembrar que a semana útil japonesa é mais longa que a brasileira: são seis dias de trabalho.

Emprego e faculdade por conta

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Assim, uma boa dica é checar as opções de quem sai do Brasil melhor preparado. Uma delas é procurar uma agência que ofereça convênios entre empresas e instituições de ensino superior.

Um exemplo é a JFE Wing, agência que oferece um pacote em que o dekassegui, uma vez contratado, ganha uma bolsa na Universidade de Ciências de Okayama, além de uma ajuda de custo. A moradia, os passes escolares e as despesas com material didático ficam por conta da empresa, assim como as passagens de ida e volta.

As exigências, porém, são altas: é preciso ser jovem (entre 22 e 30 anos), ter curso superior completo, conhecimentos em engenharia mecânica, e ter cera fluência no idioma local (nível 2 do teste de proficiência).