Déficit da Previdência cresce 14,8% no ano e atinge R$ 29,9 bilhões

Arrecadação somou R$ 111,8 bilhões e despesas chegaram a R$ 141,7 bilhões no período; em agosto, déficit foi de R$ 5,1 bi

SÃO PAULO – O Regime Geral de Previdência Social registrou déficit de R$ 29,9 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, o que representa alta de 14,8%, quando comparado ao mesmo período de 2008.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Ministério da Previdência Social. Os valores consideram o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O valor líquido arrecadado atingiu R$ 111,83 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, sendo que R$ 3 bilhões foram na área rural. As despesas com pagamento de benefícios, por sua vez, atingiram R$ 141,7 bilhões.

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Considerando apenas o mês de agosto, a necessidade de financiamento cresceu na comparação anual, passando de R$ 4,1 bilhões para R$ 5,1 bilhões. A arrecadação líquida aumentou 4,3% em relação ao mesmo mês de 2008, passando de R$ 13,7 bilhões para R$ 14,3 bilhões.

Considerando os benefícios pagos, o valor gasto passou de R$ 17,9 bilhões em agosto de 2008 para R$ 19,5 bilhões no mesmo mês deste ano, o que representa alta de 9%.

Parte do aumento das despesas, de acordo com a Previdência, principalmente no setor urbano, diz respeito ao pagamento de metade do décimo terceiro salário dos benefícios previdenciários até um salário mínimo.

Benefícios

O valor médio real dos benefícios pagos pela Previdência Social teve um crescimento de 27,1% entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2002, chegando a R$ 707,41. No oitavo mês do ano, 69% dos benefícios eram de até um salário mínimo, o que representa 18,4 milhões de beneficiários diretos.

No meio urbano, os benefícios com valor de até um salário mínimo representaram 46,7% do total, atingindo 7,2 milhões de pessoas. Já no meio rural, o percentual com valor de até um mínimo foi de 99,3%, beneficiando 7,8 milhões de pessoas.

Entre os benefícios assistenciais pagos em agosto, 99,6% tiveram valor igual a um salário mínimo, beneficiando 3,4 milhões de pessoas. Estes benefícios são operacionalizados pela Previdência por delegação de outras instituições e compostos majoritariamente pelos Benefícios de Prestação Continuada – BPC da LOAS, que equivalem a um salário mínimo.