Déficit da Previdência cresce 13% no ano e atinge R$ 24,7 bilhões

Arrecadação somou R$ 97,3 bilhões e despesas chegaram a R$ 114,3 bilhões no período; em julho, déficit foi de R$ 3 bi

SÃO PAULO – O Regime Geral de Previdência Social registrou déficit de R$ 24,7 bilhões nos sete primeiros meses deste ano, o que representa alta de 13,8%, quando comparado aos R$ 21,7 bilhões apurados no mesmo período de 2008.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (19) pelo Ministério da Previdência Social. Os valores consideram o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Receitas e despesas

O valor líquido arrecadado atingiu R$ 97,3 bilhões nos sete primeiros meses deste ano, apresentando alta de 5,08%, em relação à receita do mesmo período de 2008, que havia sido de R$ 92,6 bilhões.

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As despesas com pagamento de benefícios também registraram alta, de 6,7%, passando de um total de R$ 114,3 bilhões nos sete primeiros meses do ano passado, para R$ 122 bilhões no mesmo período deste ano.

Resultado mensal

Considerando apenas o mês de julho, a necessidade de financiamento cresceu 30,43% na comparação anual, passando de R$ 2,3 bilhões para R$ 3 bilhões. A arrecadação líquida aumentou 4,4% em relação ao mesmo mês de 2008, passando de R$ 13,7 bilhões para R$ 14,3 bilhões.

Considerando os benefícios pagos, o valor gasto passou de R$ 16,1 bilhões em julho de 2008 para R$ 17,3 bilhões no mesmo mês deste ano, o que representa alta de 7,4%.

Benefícios

O valor médio real dos benefícios pagos pela Previdência Social teve um crescimento de 20% em julho, na comparação com o mesmo período de 2002, chegando a R$ 664,73. No sétimo mês do ano, 69,1% dos benefícios eram de até um salário mínimo, o que representa 18,4 milhões de beneficiários diretos.

No meio urbano, os benefícios com valor de até um salário mínimo representaram 47% do total, atingindo 2,7 milhões de pessoas. Já no meio rural, o percentual com valor de até um mínimo foi de 99,3%, beneficiando 7,8 milhões de pessoas.

Entre os benefícios assistenciais pagos em julho, 99,6% tiveram valor igual a um salário mínimo, beneficiando 3,4 milhões de pessoas. Estes benefícios são operacionalizados pela Previdência por delegação de outras instituições e compostos majoritariamente pelos Benefícios de Prestação Continuada – BPC da LOAS, que equivalem a um salário mínimo.