“Decoreba” deve ficar longe de quem quer ser aprovado em exame de proficiência

Praticar o idioma diariamente também ajuda a eliminar a ansiedade e atingir objetivo desejado

SÃO PAULO – Ter fluência em língua estrangeira, sobretudo no inglês, é essencial para quem quer ter sucesso no mercado de trabalho. Dessa forma, muitos profissionais procuram nos exames de proficiência uma maneira de comprovar a habilidade e alavancar o currículo.

Contudo, passar em um exame destes requer, além de dedicação, uma certa dose de paciência para controlar a ansiedade e alcançar o objetivo desejado. Pensando nisso, o professor e diretor superintendente da PBF, Elvio Peralta, dá algumas dicas.

A primeira delas, diz ele, é evitar a “decoreba”. “Não se preocupe tanto em dominar tempos verbais ou recordar regras gramaticais complicadas. O fundamental é a compreensão da língua como um todo”.

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Prática
Praticar o idioma diariamente também ajuda a eliminar a ansiedade. Assim, diz Peralta, é importante ter o máximo de contato com a língua, procurando ouvir músicas no idioma estudado, assistir a filmes e TV com áudio na referida língua, ler em voz alta e, se possível, participar de intercâmbio e tentar pensar no idioma.

“É preciso praticar diariamente, pois a memória tende a descartar informações que não são usadas. A fluência vem com o tempo e a dedicação”, ressalta.

O professor destaca também a importância dos simulados, que oferecem ao aluno a chance de se acostumar com o formato do exame e tempo disponível.

Inglês
Existe no mercado uma dezena de certificados para atestar os conhecimentos em língua estrangeira. Em inglês, os mais comuns são:

  • Ielts (International English Language Testing System): destina-se a pessoas que precisam demonstrar o nível de conhecimento de inglês para fins específicos, sendo reconhecido por universidades dos Estados Unidos, da Inglaterra e de outros países, além de ser muito bem aceito para fins profissionais. Não tem data de validade. No Brasil, é aplicado pelo British Council.
  • Cambridge: os testes são gradativos, avaliando o inglês do nível mais básico (KET) ao mais avançado (CPE). É voltado sobretudo para quem pretende estudar no Reino Unido. Porém, diz a coordenadora do Departamento de Letras da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Camila Hofling, por conta de sua credibilidade, é bem aceito em todos os lugares.

Os cinco mais conhecidos são: KET (Key English Test), PET (Preliminary English Test), FCE (First Certificate in English), CAE (Certificate in Advanced English) e CPE (Certifcate of Proficiency in English).

No Brasil, é aplicado por diversas escolas, entre elas, a Cultura Inglesa. Os exames não possuem data de validade.

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  • Michigan: ECPE (Examination for the Certificate of Proficiency in English). Aceito especialmente nos Estados Unidos, é mais indicado para fins profissionais.

No Brasil, é aplicado por diversas escolas, entre elas, a Casa Thomas Jefferson, em Brasília. Não tem data de validade.

  • Toeic (Test of English for International Communication): destinado às pessoas que querem comprovar o inglês para fins profissionais. A data de validade é de dois anos.
  • Toefl (Test of English as a Foreign Language): mais geral do que o Toeic, avalia o conhecimento de quem quer ingressar especialmente em universidades norte-americanas. O prazo de validade é de dois anos.