Décimo terceiro médio do Distrito Federal é o maior do País

Em 2008, cerca de R$ 78 bilhões entrarão na economia por conta do pagamento do abono de Natal de 68.263 pessoas

SÃO PAULO – Até o final de 2008, cerca de R$ 78 bilhões entrarão na economia por conta do pagamento do 13º salário de 68,263 milhões de pessoas. Do montante, R$ 55,3 bilhões serão pagos aos trabalhadores do mercado formal, o que dá uma média de R$ 1.331 para cada uma das 41.549.542 pessoas que se enquadram nesta categoria.

Considerando apenas os trabalhadores do mercado formal, os moradores do Distrito Federal receberão o maior valor médio para o abono de Natal de todo o País: R$ 2.841,90. Na seqüência, aparecem os moradores do Amapá (R$ 1.584,67) e de São Paulo (R$ 1.552,79).

De acordo com a coordenadora regional do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Eliana Elias, essa diferença acontece por conta da dinâmica de trabalho regional. “É uma diferença característica. No caso de Brasília, por exemplo, acontece por conta da concentração do pessoal do serviço público”, explica.

Paraíba, Ceará e Piuaí têm os menores valores

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De acordo com estimativas do Dieese, Paraíba, Ceará e Piauí serão os estados com o menor valor médio do décimo terceiro: R$ 927,71, R$ 932,34 e R$ 963,73, nesta ordem.

A tabela abaixo lista os dez estados com os maiores valores médios do abono de Natal:

EstadosValor médio do 13º salário *
Distrito FederalR$ 2.841,90
AmapáR$ 1.584,67
São PauloR$ 1.552,79
RoraimaR$ 1.515,07
Rio de JaneiroR$ 1.495,62
AcreR$ 1.431,84
AmazonasR$ 1.384,66
Rio Grande do SulR$ 1.296,68
ParanáR$ 1.207,99
RondôniaR$ 1.206,31

Fonte: MTE-Rais 2006 e Caged 2007 e 2008; PNAD-IBGE 2007; Ministério da Previdência (Boletim Estatistico, ago/08); STN -Secretaria do Tesouro Nacional (Execução Orçamentária do Estados 1995-2007)
Elaboração: Dieese
* Os dados levam em conta apenas os valores destinados aos trabalhadores do mercado formal, não considerando o montante a ser pago a aposentados e pensionistas.

Crescimento

Segundo os números do Dieese, as estimativas de pagamento para 2008 ultrapassam o valor pago em 2007. Segundo Eliana Elias, esse crescimento se dá por conta do aumento do emprego formal ao longo do ano e da melhora da renda do brasileiro. “Ao final de 2007, 96% das categorias tiveram reajustes iguais ou superiores à inflação”, afirma.

Além disso, segundo a coordenadora, vale destacar que, em 2008, um grupo novo de trabalhadores, que não recebia o abono de Natal, passa a receber, por conta do crescimento da formalidade.

Para o próximo ano, no entanto, Eliana avisa que é difícil fazer qualquer projeção. “Neste momento de incertezas, qualquer previsão seria prematura”, conclui.