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De olho no mercado de intercâmbio, escolas estrangeiras mantêm serviços no Brasil

Só em 2014, 234 mil pessoas carimbaram o passaporte para aprender ou aperfeiçoar outro idioma em terras estrangeiras

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SÃO PAULO – O número de brasileiros que vão para outros países para estudar uma língua estrangeira subiu 600% em 10 anos, segundo dados da Belta (Associação das Agências de Intercâmbio).

Só em 2014, 234 mil pessoas carimbaram o passaporte para aprender ou aperfeiçoar outro idioma em terras estrangeiras.

Com isso, as escolas estrangeiras estão começando a manter profissionais especificamente atentos a este público. O AIPE (Australian Institute of Professional Education), com sede em Sydney, na Austrália, por exemplo, conta com uma divisão comercial e de Marketing que contempla ações para as Américas e Brasil.

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Do total de estudantes, 90% escolhem estudar a língua inglesa, porém, pacotes de cursos semestrais de Inglês adicionados a um curso técnico como o de Negócios e o de Gerenciamento de Projetos tem sido um grande atrativo no mercado brasileiro nos últimos anos.

Para Claudia Malachini, diretora da Kirra Intercâmbios, poder ter acesso facilitado às escolas, é um ponto importante para a confiança do estudante. “Geralmente ele se sente inseguro por ter que administrar algumas questões num idioma que ainda não tem o domínio e ter um profissional falando a mesma língua é um facilitador”, explica.

Já a Quest Language Studies, de Toronto, no Canadá, também mantém um profissional de olho no Brasil. Interessada na quantidade de brasileiros que buscam o país para aprender inglês ou francês, a escola contratou uma pessoa que se mantém baseada no Brasil para fechamento de negócios, participação em feiras, eventos e palestras.