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Dá para fazer crítica sem magoar ninguém, até mesmo o chefe

"Crítica nada mais é do que um processo de comunicação que exige foco e cuidado", diz Angela, do CLIV Solution Group

SÃO PAULO – Crítica. O nome em si já é pesado. Quando alguém fala que irá criticar o outro normalmente quer dizer que irá apontar erros. Por isso, antes de fazer uma crítica, reflita sobre o que deseja comunicar e com qual intenção.

“A crítica nada mais é do que um processo de comunicação que exige foco e cuidado. Logo, pense no que você quer realmente com a crítica: buscar soluções; punir; se sentir aliviado; demonstrar que é inteligente ou simplesmente apontar um culpado?”, afirma a sócia-diretora da Vox Solutions, empresa do CLIV Solution Group, Angela Mota Sardelli.

Segundo ela, no meio corporativo, a questão da comunicação é sempre um problema. “O resultado da comunicação é o resultado que ela gera na pessoa que recebe a mensagem. Ou seja, quem controla a comunicação não é o emissor, e sim o receptor”. Por isso, na hora da crítica, todo cuidado é pouco. O certo é não só apontar os erros, como também sugerir soluções.

Como fazer a crítica

Antes de fazer a crítica, o profissional deve planejar e desenhar o diálogo em sua mente, lembrando que o processo não tem como meta mudar o próximo, mas provê-lo de informações que objetivem a melhoria.

A crença de que, para ser levado a sério, é necessário ser agressivo é completamente equivocada. “É preciso ser assertivo, mas nunca agressivo. Para ser levado a sério, é importante criar e manter uma relação de confiança com o criticado. Se a pessoa não confia e respeita, ela irá resistir e ficar na defensiva, desconfiada”.

Deve-se lembrar ainda de não ser muito bonzinho, porque isso acarreta perda do poder de convencimento. Seja assertivo, claro no discurso e tenha muito cuidado. Muitas pessoas não fazem críticas porque temem perder amizades e serem punidas. E as dimensões desses receios apenas aumentam quando a crítica deve ser direcionada ao chefe.

A dica é: comece por um elogio, depois aponte o que poderia ser melhorado, de forma contextualizada, e diga como. Ao dar a solução para o problema, o emissor da mensagem ganha o respeito do receptor.