Crise reduz pela metade funcionários temporários nos shoppings do Rio

"Os lojistas não utilizaram, este ano, o pessoal extra para cobrir as férias do pessoal fixo", diz presidente da Aloserj

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SÃO PAULO – A crise mundial já afeta o mercado de trabalho do varejo do Rio de Janeiro. O presidente da Aloserj (Associação das Empresas Lojistas em Shopping Centers do Estado do Rio de Janeiro), Claudio Gordilho, afirmou, à Agência Brasil, que, por conta da crise, o aproveitamento de pessoal contratado no período de Natal, que era de 30%, para a cobertura dos empregados fixos que entram em férias em janeiro, caiu pela metade, na comparação com 2008.

“Os lojistas não utilizaram, este ano, o pessoal extra para cobrir as férias do pessoal fixo. Eles preferiram não adiar essa despesa, que representa um terço a mais do salário, para ver se a coisa melhora”.

Reajuste de aluguéis preocupa

Ele lembrou ainda que os empresários com lojas em shopping centers estão preocupados com o reajuste dos aluguéis das lojas, uma vez que as saídas de mercadorias estão em queda.

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Gordilho explicou que os lojistas de shopping pagam um valor de correção adicional, além da inflação, quando o aluguel é reajustado. “E isso aí, nós estamos prevendo, vai trazer bastante dificuldades para os lojistas”, disse.

Perspectivas para o primeiro trimestre

De acordo com a Aloserj, a previsão é de queda no faturamento do setor no primeiro trimestre do ano, com provável diminuição nas vendas. Em outubro, a previsão era de crescimento entre 12% e 14%. Mas o número foi revisto para baixo posteriormente. “Para 2009, nós estamos prevendo um momento difícil para as vendas do setor. É capaz até de haver queda”.