Crise: momento é para analista de investimentos se preparar, diz Apimec

Profissional será menos demandado em 2009, então o que ele deve fazer é se preparar, afirmou Lucy Sousa

SÃO PAULO – O mercado financeiro e de capitais estava com uma grande demanda por analistas para atuar na área, até que a crise se instaurou ao redor do mundo, com reflexos também no Brasil. Por isso, para 2009, essa tendência de maior procura pelos profissionais vai se reverter.

“A profissão andou muito demandada por conta do aquecimento do mercado financeiro e de capitais. Em 2009, a tendência é de esse quadro se reverter, com cenário de estagnação. Não vai ter demanda, então o profissional tem que se preparar”, afirmou a já eleita presidente da Apimec Nacional (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), Lucy Sousa, que toma posse no próximo dia 8.

Para 2009, será difícil a abertura de novas vagas para esses profissionais, pelo menos no primeiro semestre, quando os efeitos da crise ainda serão sentidos. “O que a gente recomenda é que esse é um momento de estudar, para o profissional se preparar quando houver a retomada do mercado”, explicou Lucy.

Certificação é necessária

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Este também é um momento para quem ainda não se certificou na área tomar essa decisão. Para isso, é preciso passar por uma prova.

“De acordo com a instrução 388 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), não é possível ser um analista de investimentos sem ter o certificado. É pré-requisito. Essa instrução está sendo renovada, ela vai dar mais responsabilidade para o analista, exigir mais transparência na remuneração e também vai fiscalizar melhor a profissão”, afirmou.

No passado, muitos eram reprovados na prova, que passava por quatro etapas. Neste ano, a prova passou a ser aplicada em duas etapas e com um conteúdo mais focado para os analistas de valores mobiliários.

O intuito foi elaborar um exame simplificado para uma necessidade mais urgente do mercado, por causa da crescente demanda por analistas certificados, que acompanhava a ascensão do mercado financeiro no Brasil antes da crise mundial.