Crise fez paulistano adotar novos meios para chegar ao trabalho

Segundo estudo da IBM, para economizar, 32% dos motoristas de São Paulo adotaram novas maneiras de chegar ao trabalho

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SÃO PAULO – Os impactos da crise mundial já não são mais sentidos no Brasil, mas mudaram muitos hábitos. Entre os paulistanos, até a relação com o trânsito, e com o trabalho, ficou diferente devido à turbulência.

Segundo estudo feito pela IBM, para economizar, 32% dos motoristas de São Paulo adotaram novas maneiras de chegar ao trabalho. Sair menos de casa para trabalhar é uma delas. Dentre os entrevistados paulistanos que adotaram novos hábitos, 15% estão trabalhando mais em casa a fim de evitar pegar no volante.

Outros 60% passaram a trabalhar ao menos um dia por semana em casa. Esse percentual é o quarto maior dentre as 20 cidades do mundo analisadas pela pesquisa. Já outros 16% trabalham os cinco dias da semana em esquema home office e evitam gastar tempo e dinheiro no trânsito.

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De acordo com o levantamento, outro hábito adotado pelos paulistanos foi o esquema de transporte solidário, a famosa carona. Devido à crise, 21% adotaram essa forma de locomoção para chegar ao trabalho.

Trânsito afeta trabalho
O estudo da IBM consultou motoristas de 20 grandes cidades do mundo e constatou que 67% dos entrevistados sentiram que houve piora na fluidez do trânsito nos últimos três anos. Além do tempo, o tráfego também tem afetado a qualidade do trabalho dos condutores.

Considerando o total de entrevistados, 29% afirmaram que o trânsito afetou negativamente o desempenho no trabalho ou na escola. Dentre os paulistanos, esse percentual alcança os 38%.

Beijing registrou uma das maiores taxas nesse quesito, de 84%. Em Nova Delhi, 62% disseram que a piora do tráfego piorou o desempenho do trabalho e 56% dos condutores da Cidade do México têm a mesma percepção.

Para o estudo, a IBM entrevistou 8.192 pessoas para analisar as diferenças regionais dos percursos entre casa e trabalho, a relação entre trânsito e desempenho no trabalho e na escola, saúde e estilo de vida, planos de viagem, entre outras questões.