Crise e demissões: quais critérios são usados para o corte de um profissional?

Segundo gerente da Robert Half, o primeiro critério analisado é a área de atuação: ela tem relação à atividade final da empresa?

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SÃO PAULO – A crise financeira internacional tem motivado empresas brasileiras a demitirem funcionários, devido à diminuição das atividades. Um exemplo é a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), que anunciou o corte de 4,2 mil colaboradores, o que ainda está sendo discutido com sindicatos e, até mesmo, com a presidência da República.

Um fato como este traz à tona uma discussão importante no mercado de trabalho: quais são os critérios usados pelas empresas para demissão de funcionários em momentos de crise?

De acordo com o gerente da Robert Half, Roberto Britto, ao olhar as empresas como um todo, áreas que não influenciam diretamente suas operações terão mais cortes, ou “aquelas que não estão relacionadas à atividade final da empresa”. No caso da indústria, por exemplo, são áreas que geram menos retorno financeiro, que não estão relacionadas à produção diretamente.

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Além disso, são observados os profissionais supérfluos. Por exemplo, se uma empresa de prestação de serviços tem duas pessoas na recepção, provavelmente pode vir a cortar uma delas por conta da queda nas atividades.

Atitude profissional

Mas, quais são os itens analisados para escolher entre dois profissionais? Segundo Britto, se a empresa age de maneira profissional, ela analisará os resultados e não o salário do funcionário. “Quem é mais dedicado, quem traz mais resultados, quem é mais empenhado, quem está mais ligado com a empresa”, citou o gerente, sobre os pontos a serem observados.

O gerente disse que essa é a atitude tomada pela maioria das empresas, mas que existem as que agem de maneira diferente, adotando a política de cortar quem ganha mais, quem tem menos tempo de casa e etc. Nas empresas profissionais, estes itens começam a ser analisados se os funcionários têm o mesmo desempenho.

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Numa situação como esta, os solteiros também acabam perdendo pontos, porque o pensamento é de que, numa situação de desemprego, será mais fácil para eles se manterem, na comparação com um funcionário casado e com filhos.

Para saber se a empresa em que trabalha age de maneira profissional, Britto orienta aos funcionários que analisem tópicos como avaliação de desempenho e remuneração variável de acordo com performance, o que mostra que a companhia está realmente considerando mais a performance do que o salário.