Crise continua a assustar e brasileiro está pouco confiante no emprego

Pesquisa mostra que 28% dos entrevistados se mostraram um pouco menos confiantes com a segurança no emprego

SÃO PAULO – O brasileiro está pouco confiante em relação à segurança de seu emprego, um reflexo da crise global. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (7) pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), 28% dos entrevistados se mostraram um pouco menos confiantes, na comparação com seis meses atrás.

A pouca confiança no emprego pode estar relacionada a outro dado: 47% dos brasileiros conhecem alguém que perdeu o emprego nos últimos seis meses. Dentre essas pessoas, o número médio de demitidos foi de quatro pessoas, sendo maior no Norte e Centro-Oeste, com média de sete pessoas, e menor no Sul e Nordeste, com média de três pessoas.

Confiança

Apesar de os brasileiros estarem menos seguros em relação ao emprego, a maior parcela disse estar “mais ou menos igual”, ao responder à pergunta “Comparando com seis meses atrás, hoje o senhor diria que está mais confiante ou menos confiante no que se refere à segurança do seu emprego, do emprego de outras pessoas da sua família ou de outras pessoas que o senhor conhece pessoalmente”?:

ItemRespostas
Muito mais confiante6%
Um pouco mais confiante19%
Mais ou menos igual30%
Um pouco menos confiante28%
Muito menos confiante14%
Não sabe/não respondeu4%

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Fonte: ACSP/Ipsos

A classe AB é a mais confiante na segurança de seu emprego, uma vez que 28% desses respondentes disseram que estão “um pouco mais confiantes” do que há seis meses. Na classe C, 29% responderam que estão mais ou menos igual e, a mesma proporção, que estão um pouco menos confiantes. Na classe DE, 32% escolheram a opção “mais ou menos igual”.

Em relação às regiões do Brasil, no Nordeste e Sul, a maioria das respostas se concentrou no mais ou menos igual, com 30% e 37% do total, respectivamente. No Norte/Centro-Oeste, a maioria das respostas estava em um pouco menos confiante, com 25% do total. O mesmo resultado foi apontado no Sudeste, com 30%.