Crescimento da economia justifica a menor taxa de desemprego, afirma Dieese

Em abril, a taxa ficou em 14,2%, a menor para o mês desde 1955. Para o órgão, isso acontece devido a boa fase econômica

SÃO PAULO – Para o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o crescimento da economia, o aumento dos investimentos das empresas e o reajuste do salário mínimo acima da inflação são as razões para que o desemprego em São Paulo ficasse a 14,2% em abril, a menor taxa para o mês desde 1955.

Segundo a Agência Brasil, a afirmação foi feita pelo diretor técnico da entidade, Clemente Ganz Lúcio, que também acredita que o crescimento do crédito e da transferência de renda para os mais pobres também contribuiu para a queda na proporção de desempregados.

Tendência

Para o diretor, a taxa de desemprego deve continuar caindo nos próximos meses, apesar da tendência de aumento, já que o número de pessoas procurando emprego costuma crescer nesse período.

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Outra novidade é a busca mais intensa pela formalização do emprego. No quarto mês do ano, 4,18 milhões de pessoas tinham carteira assinada no setor privado, na região metropolitana de São Paulo. Isso significa 46,5% do total de pessoas ocupadas, a maior taxa desde abril de 1992, quando era de 48%.

Lúcio também afirma que, além disso, deverá haver um aumento na massa de salário e na procura das empresas por profissionais qualificados, o que também deve aumentar o rendimento dos empregados. “Para o Brasil, isso é extremamente novo. Nunca tivemos uma situação dessas nos últimos 15 anos”, afirma.