Copa e Olimpíada devem ampliar em 30% mercado de call center bilíngue

Salário médio de um operador bilíngue é de R$ 1.500, quase três vezes maior do que o de um operador comum

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SÃO PAULO – A realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Brasil nos anos de 2014 e 2016, respectivamente, deve ampliar em 30% o mercado de call center bilíngue.

A previsão é do Sintelmark (Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos), que informa que, atualmente, o Brasil já conta com aproximadamente 514 mil profissionais no segmento.

“O Brasil é hoje uma das maiores bases de call center do mundo, ficando atrás apenas da Índia. São necessárias ações governamentais para estimular o aprendizado competente de uma segunda língua no país. Contudo, pessoas que possuem essa habilidade podem encontrar no setor chances de trabalho, já que muitas empresas da área estão dispostas a investir neste tipo de operação bilíngue”, avalia o diretor-presidente executivo do Sindicato, Stan Braz.

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Crescimento
Além de representar uma chance aos jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho, o setor de call center bilíngue também oferece oportunidades de desenvolvimento rápido da carreira.

“Pelo fato de serem bilíngues, as oportunidades para transferências a outros clientes são maiores e com isso suas habilidades em atuação e desenvolvimento também serão mais exigidas e desenvolvidas. Habitualmente são remanejados para vagas de liderança e gerencial, pois o idioma é um dos pré-requisitos para a promoção ou crescimento profissional”, explica o gerente de Recursos Humanos da Sitel, Fabiano Cinti.

O salário médio de um operador bilíngue é de R$ 1.500, quase três vezes maior do que o de um operador comum. Para quem deseja ingressar na área é importante ter postura, desenvoltura e fluência em um segundo idioma, sobretudo inglês ou espanhol.