Varejo

Contratações no comércio de SP cresceram 4% em abril

Segundo uma pesquisa da Fecomercio-SP, o número de empregados passou de 942.215 para 979.804 e registra saldo positivo de 37.589 vagas

SÃO PAULO – O número de contratações do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo registrou crescimento de 4% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2011. É o que revela um levantamento divulgado pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

O número de empregados passou de 942.215 para 979.804 e registra saldo positivo de 37.589 vagas. Os dados são baseados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Entre março e abril, o saldo de empregados formais no comércio aumentou em 4.023 no comparativo, sendo 48.090 admitidos e 44.067 demitidos.

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Na últimos 13 meses, a taxa de crescimento apresenta estabilidade no ritmo de contratações em relação ao comportamento registrado em 2011, sobretudo nos últimos três meses (fevereiro, março e abril). Segundo a Federação, o ritmo industrial segue em ritmo vagaroso, o que corrobora para a tendência de estabilidade na contratação de mão de obra formal no comércio.

Rotatividade
Os dados indicam ainda que a taxa de admitidos passou de 5% em março para 4,9% em abril. Por outro lado, a taxa de demissões recuou de 5,1% para 4,5% no mesmo intervalo. Com isso, a a rotatividade no comércio geral assinalou ligeira variação positiva e passou de 4,7% para 4,8%.

O setor que encerrou abril com a maior taxa de rotatividade foi o de Vestuário, Tecidos e Calçados (6,1%), seguido por Supermercados (5,4%), e Farmácias e Perfumarias (4,9%).

Expectativa
Ao analisar o cenário futuro, a Assessoria Técnica da Fecomercio-SP acredita que nos próximos meses, é bastante provável que a contratação formal no comércio se mantenha positiva, com aumento gradual no estoque de empregados e nas taxas de admissão, uma vez que a base de comparação cresce a taxas decrescentes de abril em diante.

“É importante ressaltar que há uma intensificação nos mecanismos de incentivo para aquecer o mercado interno. Esta é uma variável chave para determinar o nível de atividade e de contratação”.