Robôs?

Conheça as primeiras profissões que serão substituídas pela inteligência artificial

Em um mundo marcado por tecnologias cada vez mais participativas no dia-a-dia do indivíduo, mudanças são constantes e o impacto também pode ser sentido no seu bolso

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SÃO PAULO – Com o avanço e desenvolvimento das tecnologias, novas facilidades estão sendo incluídas no dia a dia das pessoas e apesar de simplificarem diversas atividades que antes se mostravam mais complexas, tendem também a substituir a mão-de-obra humana.

Setores como o financeiro, industrial, midiático, de entretenimento, esportes, educação, de energia, de medicina, automotivo e de entretenimento estão passando por grandes transformações, seja na contratação de novos funcionários, seja no surgimento ou extinção de áreas. Essas mudanças também são vivenciadas pelos consumidores, que passam a ter diferentes expectativas, hábitos e sensibilidades.

Um evento realizado pela revista Fortune nos Estados Unidos, o Brainstorm Tech, reuniu líderes de 500 empresas, além de diversos ícones do mundo da tecnologia e dos investimentos para debater o novo cenário, perspectivas e alternativas para ampliar e dinamizar as profissões e carreiras.

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Clara Shih, CEO da Hearsay Social e uma das diretoras da Starbucks, conta que são três os grupos principais que resumem as carreiras existentes e que todos eles serão afetados, de alguma forma, pela ascensão da inteligência artificial.

O primeiro grupo, segundo ela, é formado por profissões que certamente desaparecerão com a maior participação das tecnologias. Este contém cargos como motoristas (substituídos por veículos autônomos), funcionários da indústria que não precisam de muita qualificação (substituídos por máquinas) e algumas funções de pesquisa.

O segundo, por sua vez, inclui as profissões que exigem toque humano, como massagistas, por exemplo.

Estes, porém, são pequenos quando comparados com o terceiro grupo da lista, que inclui praticamente todas as profissões. Adam Nash, CEO da corretora de investimentos WealthFront e que também participou do debate, diz que ainda há um papel humano importante em profissões relacionadas a investimentos, mas afirma que os cargos estão mudando gradativamente.

“O nosso diretor de investimentos é Burt Malkiel, economista formado em Princeton e escritor do livro “A random walk down Wall Street”, mas eu não acho que os humanos devam executar decisões relacionadas a investimentos. Os nossos engenheiros desenvolveram um software para que cada um dos nossos 75 mil clientes consigam se beneficiar de Burt. Isso faz com que todos eles consigam a mesma quantidade e qualidade de serviço de uma tecnologia que está disponível a qualquer hora e que não é afetada por questões emocionais”, diz Nash.

Neste mundo em que as tecnologias estão tomando conta de diversas áreas, como nós humanos podemos agregar valor às nossas habilidades e conhecimentos? De acordo com a Fortune, são três as principais características que as companhias estão valorizando ao selecionar seus funcionários:

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1- Empatia

Esta seria a capacidade de discernir o que o outro está falando e sentindo, respondendo de forma adequada e se relacionando com a equipe de forma a aumentar a produtividade e melhorar o clima no interior da empresa.

2- Capacidade de resolver problemas em grupo

Hoje em dia a maior parte dos problemas enfrentados pelas empresas são muito complexos para serem resolvidos por uma só pessoa. A alternativa seria, dessa forma, a divisão em times, mas não qualquer time, uma vez que o sucesso só é alcançado se houver um bom relacionamento entre os integrantes do grupo, com diálogos e entendimento.

3- Habilidade para contar histórias

Por mais estranho que pareça, contar histórias é uma habilidade bem valorizada pelas empresas. Isso acontece, pois é por meio da oratória que é possível inspirar e incentivar as pessoas, possibilitando melhores atitudes e ações mais conscientes e corretas.