Confira como a área de TI pode ajudar na recuperação dos negócios!

Crise fez com que muitas empresas cancelassem projetos, mas com recuperação econômica, demanda deve voltar com força

SÃO PAULO – A crise econômica levou as empresas a cortar gastos e investimentos. As companhias brasileiras não ficaram imunes, mas, ao que tudo indica, o cenário está mudando. Segundo a UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), o País é visto como o 4º destino preferido para o investimento estrangeiro até 2011.

Com isso, novos desafios surgem para a área de TI (Tecnologia da Informação), que deverá trabalhar mais para sustentar o crescimento econômico que está por vir. Para o sócio diretor da TGT Consult, Ronei Silva, a área não terá tempo para realizar planos estratégicos e sofisticados, mas deverá trabalhar de maneira ágil. “O desafio agora é que a TI acompanhe o ritmo dos negócios que estará mais acelerado para recuperar os danos dos últimos 12 meses”, afirma.

Dicas úteis

Para Silva, o primeiro passo da área, nesse desafio, deve ser um levantamento rápido e ágil do que a TI tem referente a Recursos Humanos e Infraestrutura, para definir o seu limite e ter em mãos a certeza de quais compromissos poderão ser assumidos. Este autoconhecimento é fundamental para que a TI não fique em uma situação de descrédito perante o cliente.

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O executivo também considera que o foco deve ser em projetos de oportunidade. Isso porque, no segundo semestre deste ano, a área deve focar na necessidade de recuperação imediata dos negócios, o que muitas vezes não combina com planos e projetos de grande porte. Silva ressalta que é importante atender imediatamente as demandas exigidas pelo negócio para recuperar o que foi perdido com a crise.

Mais rapidez

Outra dica é reconsiderar os processos de aprovação das demandas. Os comitês de aprovação normalmente são lentos, mas nesse período de recuperação devem ser substituídos por um “war room”, que aprove as mudanças de forma mais rápida, priorizando projetos que tragam resultados imediatos.

Isso porque a tendência é de que surja uma avalanche de demandas para TI, já que todas as áreas de negócio que também tiveram retrações e engavetaram projetos voltarão com força. Nesse caso, entregar dez projetos pequenos, rápidos e eficientes pode ser mais vantajoso do que elaborar apenas um grande.

Ter um plano estratégico ainda é bom, mas a dica de Silva é separar um plano tático para 2009. Já para o próximo ano, sintonize as diretrizes e caminhos do negócio com as diretrizes e caminhos da TI.

Arquitetura ágil e flexível

Tradicionalmente, a arquitetura limita a flexibilidade ao impor padrões, e a segurança limita a agilidade ao impor normas de prevenção e homologação. Para a retomada, a TI precisa ser mais ágil e flexível, ou seja, necessita ajustar a arquitetura para acrescentar capacidade rapidamente, e ao mesmo tempo, adaptar-se às mudanças. A dica do executivo é elaborar uma lista de arquiteturas antigas a descartar, e uma lista de novas tecnologias, padrões e normas a adotar ainda em 2009.