Concurso público: dicas de como enfrentar a prova oral sem perder a confiança

"Na prova oral, é analisada a postura, a firmeza, a coerência, a boa expressão verbal", diz especialista

SÃO PAULO – A prova oral, etapa obrigatória em muitos concursos públicos, é motivo de insônia para muitos profissionais, que sonham com a carreira pública. Mas saiba que é possível contornar a insegurança, por meio de preparo.

O coordenador de cursos preparatórios do Complexo Jurídico Damásio de Jesus, Marcelo Tadeu Cometti, recomenda, em primeiro lugar, que o candidato conheça a fundo os membros da banca, uma vez que seus nomes costumam ser divulgados.

“Por exemplo, ao prestar concurso para magistratura, busque artigos e livros escritos pelos membros da banca, as peças elaboradas, as decisões proferidas por esses juízes e desembargadores. Faça o possível para entender a linha de pensamento deles”. Ele explica o motivo: no caso do Direito, não se trata de uma ciência exata. “Existem diversas correntes. Você pode até apresentar opiniões diversas, mas saiba qual é o posicionamento da banca”.

Atente à postura!

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Outra recomendação de Cometti é: mantenha a tranqüilidade e tenha confiança. “Na prova oral, é analisada também a postura, a firmeza, a coerência, a boa expressão verbal”, explica.

Saber falar corretamente, sem erros de português, é fundamental. Por isso, tome cuidado com as concordâncias erradas. “É difícil imaginar um promotor ou um juiz cometendo erros de português. Com certeza, falar errado é um peso negativo na avaliação”.

Ler o edital com atenção também é fundamental, o que nos remete novamente à importância de conhecer o posicionamento dos membros da banca. É uma forma de prever o que será perguntado durante a prova. Por exemplo, supondo que no edital esteja escrito que a etapa oral contemplará o tema direito comercial, entre outros assuntos. Nesse caso, os julgadores podem perguntar sobre títulos de crédito, contratos ou direito societário. Caso você saiba que um deles tem artigos publicados sobre sociedades, já sabe que a probabilidade de perguntar sobre os demais temas é menor.