Compra e reforma de imóvel superam aposentadoria em motivo para saque do FGTS

Dos saques feitos no primeiro semestre, 14% respondiam à habitação, ante 13% que eram decorrentes de aposentadoria

SÃO PAULO – Os saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a reforma de imóvel e para a compra da casa própria superaram o motivo de aposentadoria no primeiro semestre deste ano, revelaram dados divulgados na quinta-feira (22) pela CEF (Caixa Econômica Federal).

De janeiro a junho, foram realizados 15 milhões de saques em um valor de R$ 23,9 bilhões, montante 3,7% menor do que o do mesmo período do ano passado.

Desta total, 14% eram referentes à habitação, o que corresponde a R$ 3,346 bilhões, enquanto 13% eram referentes à aposentadoria, totalizando R$ 3,107 bilhões. O restante – 63,8% dos saques – era referente à demissão sem justa causa.

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No ano passado, o motivo de habitação era responsável por 12% dos saques no FGTS e a aposentadoria, por 13%. Já os saques devido à demissão sem justa causa foram 65% do total.

Possibilidades de saque
Os motivos citados são os mais comuns quando se falam em saques de FGTS, mas existem outras hipóteses, como término de contrato por prazo determinado, rescisão do contrato por extinção total ou parcial da empresa, no caso de necessidade pessoal, urgente e grave causada por desastre natural e em decorrência de doenças graves.

Para fazer o saque do FGTS, além de documento de identificação com foto, carteira de trabalho e número de inscrição no PIS/PASEP, os documentos exigidos para o saque do fundo dependem dos motivos pelos quais estão acontecendo o resgate.

Em caso de demissão sem justa causa, por exemplo, é necessário apresentar também o termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) – homologado pela DRT ou sindicato, quando o vínculo for maior do que um ano – ou cópia de sentença irrecorrível da Justiça do Trabalho, quando a rescisão resultar de reclamação trabalhista.