Minha carreira

Como montar um bom plano de carreira?

Especialista destaca os principais pontos que o profissional deve considerar para criar o plano de carreira

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Pergunta de leitor: “Como montar um bom plano de carreira?”

Resposta de Maria Alice Mendes*: 

“Um plano é uma intenção ou um projeto elaborado com um objetivo específico e em que se estabelecem as várias etapas para atingir uma meta. Mas como construir um bom plano? Como garantir que chegarei realmente ao resultado esperado? Encontrarei obstáculos? Mudarei de ideia no meio do caminho?

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E como incluir isso sob a perspectiva profissional? Primeiro, vamos ao conceito de carreira: de acordo com Arthur, Hall e Lawrence, 1989, carreira significa a sequência de desdobramento das experiências de trabalho de uma pessoa, ao longo do tempo.

Com os conceitos anteriores em mente, podemos explorar quais os componentes para a construção de um bom plano de carreira.

Confira o que você precisa levar em consideração ao montar um plano de carreira: 

Autoconhecimento

Um bom plano parte sempre de uma visão de onde se quer chegar e para tanto, o autoconhecimento é fundamental.

Encarar a carreira como uma forma de se tornar a pessoa que você deseja ser ao invés de simplesmente seguir o fluxo das oportunidades que se apresentam pode ser o início dessa construção. Entender quem você é e quais são suas principais habilidades.

Quais os pontos onde há espaço para se desenvolver? O que te motiva, o que te faz levantar da cama todos os dias? Que tipo de atividades você realmente se interessa e quais você detesta? Muito complicado fazer isso sem ajuda? Pergunte aos seus melhores amigos, pergunte aos seus familiares, aos colegas de estudo ou mesmo de trabalho; como eles lhe veem?

Protagonismo

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Não há como construir um plano, se você não entende que o principal responsável por sua carreira é você mesmo. Se apropriar do seu destino, das suas ações, do seu impacto no mundo é parte fundamental dessa jornada.

É claro que não estamos sozinhos nessa jornada e por vezes fazemos parte de organizações, ou somos nossa própria empresa ou podemos estar ainda sonhando com o desejo de alçar voos profissionais.

Seja em uma situação ou outra, acredite, a responsabilidade será sempre sua. E ninguém melhor do que você mesmo para saber onde quer ir.

Resiliência

Já dizia Fernando Pessoa, “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo”.

Resiliência é a capacidade de se adaptar bem às dificuldades, mudanças ou outras fontes de estresse.

Ser resiliente, no entanto, não significa que você não sentirá estresse ou ansiedade.

Essa capacidade aumenta a probabilidade de administração do estresse e dos sentimentos de ansiedade ou incerteza que farão parte de sua jornada profissional.

Foque naquilo que você pode controlar, busque em sua memória exemplos de como você lidou com situações adversas em outras esferas, de forma bem sucedida. Foque no positivo e nunca se esqueça de seu objetivo final e do que você gostaria de alcançar.

Adaptabilidade

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Sim, seu plano pode mudar e você precisa estar preparado para isso. Aliás, é quase certo de que ele mudará ao longo da sua trajetória profissional. Não faz mal, essa é a realidade do novo mundo do trabalho.

Um estudo recente do Fórum Econômico Mundial aponta que em apenas cinco anos, aproximadamente 97 milhões de novas posições serão criadas, enquanto, cerca de 85 milhões de posições serão extintas.

Ora, como me preparar para algo que pode simplesmente não existir mais? Esteja aberto às mudanças, mas antes de qualquer coisa, se prepare, sempre. Investir permanentemente em seu autodesenvolvimento é um componente chave para trilhar o caminho que você deseja.

Mentoria

Vivemos em um mundo complexo, a realidade do mercado de trabalho hoje, não será a mesma de amanhã e muito menos a mesma em 10 anos. São tantas variáveis, que construir um plano infalível fica difícil.

Para isso sempre conte com mentores. Sim, no plural. Kathy Kram, autora conhecida pelo desenvolvimento do conceito de mentoria, criou junto com Monica Higgins o conceito de redes de desenvolvimento.

As autoras entenderam que é impossível um único indivíduo apresentar a amplitude necessária para mentorar outro indivíduo.

Dessa forma o ideal é criar redes de desenvolvimento. Essas redes podem englobar, colegas mais seniores, membros da sua família, pares ou mesmo membros da sua comunidade.

Pessoas que possuem interesse genuíno em seu desenvolvimento e que podem construir, com diferentes experiências, visões de mundo, ajudando a desenhar seu plano de carreira.

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Por fim, é preciso dizer, não existe um plano perfeito. Mas perde quem não se planeja, pois facilmente pode perder de vista o seu objetivo profissional inicial”.

Quer tirar alguma dúvida sobre carreira? Envie sua pergunta para o e-mail carreira@infomoney.com.br. A próxima resposta dos nossos especialistas pode ser a sua!

*Maria Alice Mendes, diretora da Korn Ferry Advance para América do Sul, possui mais de 10 anos de experiência em busca de executivos e gestão de talentos. Anteriormente, atuou como Diretora na prática de Tecnologia da Korn Ferry, focada nos segmentos de Tecnologia, Digital e Serviços Profissionais.
No Brasil, Maria Alice também fez parte dos centros de expertise de Tecnologia da Informação e Cibersegurança. É reconhecida como “champion” de discussões de Diversidade e Inclusão, atualmente mentora do Programa Ser Mulher em Tech e membro integrante do Comitê de Educação do Movimento Brasil Digital.

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