Cometeu um erro grave no trabalho? Veja como recuperar a autoconfiança!

"Uma coisa importante, quando se fala em erro, é reconhecê-lo", disse a psicoterapeuta Clarice Barbosa

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SÃO PAULO – Imagine duas crianças aprendendo a andar de bicicleta. A primeira tenta diversas vezes e, sem estímulo nenhum, sempre cai. No fim, desiste. A segunda tenta e cai, mas recebe o apoio de seus pais e, por isso, consegue. No primeiro caso, a criança não desenvolve a autoconfiança para desenvolver a atividade. No segundo, ela desenvolve.

Além disso, a segunda criança ainda aprende o que é resiliência: recuperar-se rapidamente depois de uma falha. As chances de sucesso desta criança realmente são maiores.

Trazendo o exemplo para a vida profissional, revela-se que aquela pessoa que tem autoconfiança tem mais chances de ter sucesso. “Ela vai encarar algo novo baseada na experiência que ela tem”, afirmou a psicoterapeuta Clarice Barbosa. No entanto, existem algumas situações na vida profissional que acabam com a autoconfiança. Diante disso, como recuperá-la?

Atitude é essencial

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Imagine uma pessoa que cometeu um erro muito grave no trabalho. Depois disso, como encarar os colegas e o chefe? Como realizar aquela atividade novamente? “Uma coisa importante, quando se fala em erro, é reconhecê-lo”, disse a psicoterapeuta.

Ela explicou que, em muitas situações, o profissional não aceita o próprio erro e fica se cobrando. Este conflito interno é que acaba com a autoconfiança, porque o profissional se tortura. O que ele precisa é se libertar destes pensamentos. Em vez disso, ele deve gastar suas energias pensando em uma solução para o caso. “Reconheça o erro e veja se ele pode ser reparado. Quais são as soluções criativas para ele?”.

Em relação aos colegas de trabalho, Clarice orienta que quanto mais o profissional alimentar possíveis comentários, pior será. Mas ele também não deve abaixar a cabeça para a situação. “Se a pessoa ficar quieta, ela entra no processo de tortura e não vai recuperar a autoconfiança. Vai ser difícil ela ficar no setor e, até mesmo, na empresa”.

O que ela tem que fazer é se posicionar! Mostrar que não gostou de certas atitudes dos colegas, se estes fizeram piada da situação, e ainda colocar soluções para o erro.

Se causou demissão?

Se o erro foi motivo suficiente para uma demissão, aí não tem como repará-lo. Num certo período, o profissional vai se sentir triste e sem motivação, mas tem que avaliar o que aprendeu com a situação. “Senão, a tendência é de que ele caia na depressão, dependendo da vulnerabilidade da pessoa”.

“O insucesso é sinal de que alguma coisa precisa melhorar. É isso que nos fortalece. É uma grande lição, para não repetirmos o mesmo erro”, completou a psicoterapeuta.

Quando é recorrente

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Já na opinião da consultora da Robert Half, Ana Carla Guimarães, um erro grave mexe com a autoconfiança do profissional quando é recorrente. “Neste caso, o erro pode deixar o profissional inseguro e passar essa insegurança para a equipe”, informou. Cabe, então, ao gestor, colocar os equívocos e mostrar como evitar a falha.

De acordo com Ana Carla, em situações de erro muito grave, o trabalho em equipe é muito importante. O profissional não pode ficar escondido, com medo. “Sempre tem que ter certeza das habilidades que possui e de seu potencial”, finalizou.